Garoto de programa é preso após matar professor e tentar usar reconhecimento facial da vítima para roubo em banco

Um homem foi preso após ser identificado como autor do assassinato do professor universitário Roberto Duarte de Paiva, de 64 anos, em um caso que chocou pela crueldade e tentativa de fraude bancária.
A Polícia Civil foi acionada pelo banco da vítima após o sistema de reconhecimento facial da instituição identificar uma movimentação suspeita na conta do professor. As imagens mostravam um braço tatuado segurando o rosto de Paiva diante da câmera do aplicativo — o que levantou suspeitas de que ele já estaria morto.
Durante o deslocamento até o endereço da vítima, os investigadores localizaram um homem com tatuagens no braço semelhantes às captadas pelas imagens do banco. Ele tentou inicialmente mentir sua identidade, mas foi identificado como José Henrique, um garoto de programa.
Os policiais conduziram o suspeito até o apartamento de Paiva. No local, encontraram as chaves e notaram que a porta da suíte estava trancada. Após arrombamento, o corpo do professor foi descoberto no banheiro, com um crucifixo nas mãos e uma corda em volta do pescoço.
Confrontado, José Henrique confessou o crime. Segundo ele, a intenção era simular um suicídio e, posteriormente, retornar ao imóvel para alegar que havia encontrado o corpo do professor.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura se houve premeditação e a real motivação do crime.