Escritor Manuel Alves de Sousa Junior é finalista do Prêmio Jabuti com livro na categoria Educação
O pesquisador e professor Manuel Alves de Sousa Junior é um dos finalistas do 68º Prêmio Jabuti, uma das mais tradicionais premiações do livro no Brasil. A obra “Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade”, publicada pela Editora Schreiben, está entre as cinco finalistas da categoria Educação. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de outubro de 2026, durante cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.
Doutor em Educação pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), membro do Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação pela mesma universidade, historiador e professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Lauro de Freitas, Manuel Alves de Sousa Junior é autor e organizador de 32 livros, sendo 23 dedicados à temática racial. Atualmente, coordena a Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena do IFBA, campus Lauro de Freitas. Também é colunista do Soteroprosa e administrador do perfil @debateracialpolitico, onde participa de debates sobre relações raciais e política.
“Estar entre os finalistas do maior prêmio da literatura nacional é uma alegria inenarrável! Estar nesse lugar é o sonho de todo escritor, algo por vezes distante, mas estou aqui ainda sem acreditar. Obrigado a todos e todas que contribuíram para a minha jornada. Essa vitória tem o “dedo” de muita gente”, compartilha Manuel.
Criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti se consolidou como uma referência para o mercado editorial brasileiro, reconhecendo obras e profissionais que contribuem para a produção literária, intelectual e cultural do país. A premiação contempla diferentes áreas do conhecimento e da produção editorial, ampliando a visibilidade de autores, editoras e livros que integram o cenário nacional. Chegar à etapa final representa um reconhecimento relevante para a trajetória de uma obra e de seu autor.
Em Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade, Manuel aborda a importância de estabelecer, desde a infância, interações sobre diferenças, identidade e relações raciais a partir da subjetividade. A temática dialoga com sua trajetória de pesquisa e atuação na educação, especialmente no desenvolvimento de iniciativas que ampliam o debate sobre questões raciais dentro e fora dos espaços acadêmicos.
A classificação para a etapa final do Jabuti acontece em um ano de novas conquistas na trajetória acadêmica e cultural do pesquisador. Em janeiro, Manuel foi eleito para a Academia de Cultura da Bahia e, mais recentemente, passou a integrar a Academia de Cultura e Artes de Ipitanga, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Em 2026, também participou da Bienal do Livro Bahia e da Bienal do Livro de São Paulo.
A presença entre os finalistas do Prêmio Jabuti amplia a visibilidade nacional do trabalho desenvolvido pelo pesquisador. O reconhecimento de uma obra sobre racismo e diversidade na categoria Educação também reforça a relevância de discutir as relações raciais desde a infância e de ampliar a circulação de publicações que contribuem para o debate educacional brasileiro.
