Ouça este post.

SUS oferece vacina contra HPV para pessoas com HIV de 9 a 45 anos; medida integra protocolo oficial de cuidado

Genilson Coutinho,
17/03/2026 | 11h03

Imunização gratuita recomendada pelo Ministério da Saúde previne cânceres e verrugas genitais e deve ser aplicada em três doses; orientação vale mesmo para quem já iniciou a vida sexual

A vacina contra o HPV faz parte do conjunto de cuidados recomendados para pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) no Brasil e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é do Ministério da Saúde, que indica a imunização para homens e mulheres entre 9 e 45 anos.

Diferentemente do calendário adotado para adolescentes sem HIV, o esquema para esse público é composto por três doses, aplicadas nos intervalos de zero, dois e seis meses.

A recomendação considera que pessoas vivendo com HIV têm maior dificuldade em eliminar o vírus HPV, o que aumenta o risco de infecções persistentes e de cânceres associados, como os de colo do útero, ânus, pênis e orofaringe, além de verrugas genitais.

Segundo o ministério, a vacinação deve ser realizada mesmo por quem já iniciou a vida sexual, já que a proteção se estende a diferentes tipos do vírus.

Acesso na rede pública

A vacina está disponível em serviços do SUS, especialmente em ambulatórios que acompanham pessoas vivendo com HIV, além dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e unidades básicas de saúde. Para receber as doses, é necessário apresentar prescrição médica.

A estratégia busca incorporar a imunização à rotina de acompanhamento dessas pessoas, ampliando a proteção contra doenças associadas ao HPV.

Marco Lilás reforça atenção à saúde das mulheres

A orientação ganha destaque no contexto do Marco Lilás, campanha voltada à saúde das mulheres. Entre aquelas que vivem com HIV, o risco de câncer do colo do útero é maior, o que reforça a importância de medidas preventivas como a vacinação e o rastreamento regular.

A inclusão da vacina contra o HPV nas recomendações oficiais reflete a ampliação das estratégias de prevenção no cuidado às pessoas vivendo com HIV no país. Além do tratamento antirretroviral e do acompanhamento clínico, a imunização passa a ser considerada uma medida complementar na redução de agravos evitáveis.

A recomendação é que pessoas nessa faixa etária procurem o serviço de saúde onde realizam acompanhamento para avaliação e encaminhamento da vacinação.