‘Queria fazer com o melhor’, diz Gabriela Loran sobre seu processo de redesignação sexual
Nesta terça-feira (13), a atriz Gabriela Loran levou ao programa Mais Você, da TV Globo, uma reflexão sobre identidade de gênero ao comentar o debate em torno da chamada cirurgia de redesignação sexual. Durante a entrevista com Ana Maria Braga, ela afirmou que a cirurgia não torna uma pessoa trans mais ou menos mulher.
“Paguei em torno de R$ 115 mil. Esse pacote inteiro contempla tudo: passagem aérea, estadia… fiquei 27 dias na Tailândia, o pós-operatório, me recuperando, com três enfermeiras comigo o tempo inteiro, aprendendo todos os processos. A gente tem uma primeira consulta com o cirurgião, uma consulta com o psicólogo, com o psiquiatra, para validar mesmo todo esse processo e para se ter certeza de que você quer fazer”, explicou.
A declaração reforça que a identidade de gênero não está condicionada a procedimentos médicos, mas ao reconhecimento e às trajetórias individuais. Ao tratar do tema em um programa de alcance nacional, Gabriela Loran contribuiu para ampliar o debate sobre diversidade, autonomia corporal e direitos da população trans no Brasil.
“O Brasil ainda é um país muito preconceituoso, é o país que mais mata pessoas trans no mundo inteiro. A gente sabe isso, então é muito doloroso. Eu mesma, quando estava vivendo esse processo, trabalhava no restaurante na época e passei por algumas situações bem difíceis, de ser posta pra fora de banheiro, de cliente recusar ser atendido por mim, só por eu ser quem eu era, isso mexe com a nossa cabeça”, disse.
