Associação de Moradores do Santo Antônio se manifesta sobre interdição do Bar Carmo e Cores
A Associação de Moradores do Santo Antônio divulgou uma carta aberta após a interdição do estabelecimento Carmo e Cores Bar Music, ocorrida no domingo (18), na Rua Direita de Santo Antônio, em Salvador. No comunicado, a entidade afirma que acompanhou todo o processo e esclarece que a medida foi motivada pelo descumprimento de normas legais relacionadas à emissão sonora e à ausência de licenças obrigatórias.
Segundo a associação, a interdição foi realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), com base na legislação municipal vigente, que exige alvará específico para atividades sonoras em áreas residenciais. O documento destaca que medições realizadas em residências vizinhas teriam registrado níveis de até 90 decibéis, acima do limite permitido, que varia entre 60 e 70 decibéis, a depender do horário.
A entidade também afirma que o estabelecimento operava de forma irregular, sem alvará de funcionamento, licença para atividade sonora e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). De acordo com o posicionamento, foram identificadas ainda situações de risco, como fiação elétrica exposta, o que elevaria a possibilidade de incêndios em uma área caracterizada por edificações antigas e, em muitos casos, com estruturas de madeira.
A associação relata que diversas tentativas de diálogo foram realizadas com os responsáveis pelo bar desde os primeiros dias de funcionamento, incluindo visitas de moradores e registros em redes sociais solicitando a redução do volume do som. No entanto, segundo o texto, as providências prometidas não teriam sido efetivamente adotadas. A entidade afirma ter acesso a um total de 39 denúncias de poluição sonora registradas em cerca de um mês, além de ocorrências envolvendo a Polícia Militar.
Por fim, a Associação de Moradores do Santo Antônio reforça que o bairro historicamente acolhe diferentes públicos e atividades culturais, mas ressalta que a convivência harmoniosa depende do cumprimento das normas e do respeito ao sossego, à segurança e ao bem-estar coletivo. A entidade afirma que seguirá atuando na defesa dos moradores e na observância da legislação vigente.
