Poshitividades realiza 100º encontro Catavento de acolhimento de pessoas vivendo com HIV
A comunidade Posithividades, criada há nove anos por Lucian Ambrós, realiza no próximo dia 14 de junho, das 19 às 23h, o 100º Encontro Online Catavento de acolhimento às pessoas vivendo com HIV. Mais de 2.400 pessoas com diagnóstico positivo já participaram dos encontros Catavento e ingressaram na maior comunidade do Brasil para PVHIV. Hoje, o Posithividades mantém 34 grupos no WhatsApp nos quais quase 700 participantes se relacionam diariamente, trocando dúvidas, dando apoio uns aos outros e paquerando.
Além dos encontros e canais online, o Posithividades já promoveu 22 encontros presenciais em dez cidades brasileiras – Belém-PA, Salvador-BA, Recife-PE, Goiânia-GO, Campo Grande-MS, Belo Horizonte-MG, Rio de Janeiro- RJ, São Paulo-SP, Porto Alegre-RS e Itajai-SC –, que reuniram mais de 300 pessoas. Somando as participações online e presenciais e os seguidores do Posithividades nas redes sociais, mais de 5 mil pessoas já participaram desta que é a maior comunidade de acolhimento às pessoas vivendo com HIV do Brasil.
Fundador do Posithividades, Lucian Ambrós tem 38 anos (16 de diagnóstico), é natural de Santa Maria (RS) e formado em Administração, com MBA em Marketing Digital. Atua como palestrante, produtor de conteúdo e psicanalista. É especialista em Sexologia, Gestão e Negócios e Produção para Redes Sociais
A assistente social A.F., de 59 anos, recebeu o seu diagnóstico positivo para HIV em 2021, após ter herpes zoster. “Quando recebi o diagnóstico, fiquei com vergonha, pois sempre tive preconceito. Por isso, ainda tenho dificuldade em ter um relacionamento e revelar o diagnóstico. Tenho medo do feminicídio”, afirma. Ela aderiu rapidamente ao tratamento e logo ficou indetectável, mas escondia da filha, que mais tarde descobriu e a acolheu com apoio, carinho e respeito. A.F. diz que já contou sobre o seu diagnóstico para poucas amigas. “Mas me arrependi, devido ao preconceito”, lamenta.
A.F. descobriu o Posithividades quatro anos após o seu diagnóstico, pois queria encontrar um relacionamento com alguém com o mesmo diagnóstico seu. “A comunidade me ajudou muito a romper com preconceitos e buscar outras alternativas de uma vida saudável e com equilíbrio. Hoje, estou muito bem comigo, me cuidando em todos os aspectos. Trabalho, faço terapia, academia, caminhada e cuido da vida espiritual. Por isso, já tenho condições de ajudar na comunidade interagindo com as pessoas, incentivando a adesão ao tratamento, terapia, exercícios físicos e fé. Procuro ouvir e acolher as pessoas de forma respeitosa”, comemora.
O publicitário R.L., de 37 anos, recebeu o seu diagnóstico positivo para HIV no início de 2024, depois de enfrentar vários problemas de saúde, inclusive um herpes zoster. Quando foi internado, R.L. estava sem conseguir falar. Ficou um mês internado, inclusive na UTI, até ser diagnosticado. Já em estágio de Aids, R.L. e sua família foram aconselhados a ir para casa, aguardar a partida. “Eu voltei para casa e iniciei o tratamento. Mas estava sem o meu cognitivo, perdi todo o cabelo e voltei a ser uma criança. Até então, eu não sabia o que eu tinha. Só quando comecei a melhorar, a minha mãe me contou o que eu tinha. Naquele momento, meu mundo desabou. Fiquei sem sentido na vida”, lembra.
No meio do desespero, ele começou a pesquisar sobre HIV na internet e encontrou o perfil do @posithividades no Instagram. Entrou no perfil num sábado e no dia seguinte já participou do Encontro Online Catavento, compartilhou a sua história e entrou para a comunidade. “Aí, comecei a perguntar tudo dentro dos grupos. Qualquer coisa que sentia, questionava e sempre recebi respostas que me ajudaram a lidar melhor com o diagnóstico e a permanecer firme no tratamento. Essa rede me ajudou muito. Hoje, eu faço parte da equipe de administradores da comunidade e ajudo no acolhimento das pessoas, oferecendo aos novos diagnosticados o que recebi quando cheguei no Posithividades”, comemora R.L..
