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Espetáculo “Criança Viada ou de como me disseram que eu era gay” volta ao Teatro Gamboa ; veja a programação da semana

Genilson Coutinho,
03/03/2026 | 12h03

Foto: Caio Lirio

Abrindo a programação da primeira semana de março, o Teatro Gamboa recebe nesta quarta (04), às 19h, a segunda apresentação da temporada do espetáculo “O Avô e o Rio”, primeiro solo do ator Israel Barreto, integrante do coletivo Duo. A montagem nasce do conto homônimo do escritor baiano Aleilton Fonseca, membro da Academia de Letras da Bahia, e transforma em poesia cênica a relação entre um neto, seu avô e o rio que atravessa suas existências. O espetáculo, que seguirá por todas as quartas-feiras de março, propõe um mergulho sensível no tempo, na natureza e nas relações humanas em um convite para revisitar as águas que nos formam e refletir sobre os espaços que a modernização insiste em aterrar. Os ingressos custam R$25/R$50, para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do teatro.

No dia seguinte (05), às 19h, o compositor Carlos A. Lopes, em um mergulho no seu repertório que é uma imersão em experiências ligadas à cidade de Salvador, onde as vivências na defesa do meio ambiente serviram como inspiração. As águas dos rios e da Baía de Todos os Santos também são temas recorrentes do seu trabalho e o repertório do show “Águas, montanhas, poesias e rios” revela isso. Duarte Velloso participa do show na direção musical e no violão. A banda conta ainda com o flautista Kiko Souza e o percussionista Marcelo Pinho. Os ingressos custam R$25/R$50, para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do teatro.

Espetáculo que une teatro, viola caipira e memória afetiva, “Quando o coração transborda” estreia temporada nesta sexta-feira (06), às 19h. O monólogo de Maíra Oliveira será apresentado todas as sextas de março no Gamboa. Sozinha em cena, Maíra canta, toca viola caipira e violão e conduz o espectador por memórias, cartas, canções e reflexões sobre arte, herança e resistência cultural. A montagem transforma histórias pessoais em experiência coletiva, aproximando plateia e artista em um formato pensado para pequenos teatros. O espetáculo nasceu em 2015 a partir da história do Esquadrão da Vida, grupo de teatro de rua fundado em Brasília, em 1979, por Ary Pára-Raios, pai e mestre de Maíra. Os ingressos custam R$20/R$40, para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Gamboa.

O “Armengue — Especial de Verão” chega ao palco do Gamboa no sábado (07), às 17h. Nele, os comediantes Fábio Lacerda, Têco Aziz e Victor Fadigas recebem convidados da cena da comédia baiana e vão levar as resenhas vividas por eles na estação. Eles se revezam no palco com textos autorais sobre suas vivências e percepções do mundo ao seu redor para garantir a diversão do público. Os ingressos custam R$12,50/R$25 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Gamboa.

Depois de esgotar sessões na temporada entre janeiro e fevereiro, o espetáculo “Criança Viada ou de como me disseram que eu era gay” volta a cartaz nos domingos do Gamboa, a partir das 17h. Estreando no dia 08, o solo de Vinicius Bustani, também autor do texto, com direção e dramaturgia de Paula Lice, parte de experiências pessoais de Vinicíus para falar de um tema comum que é a LGBTfobia vivida por crianças e adolescentes. “A peça é a partilha de um processo que se deu há mais de vinte anos e, mesmo com todas as mudanças e avanços que tivemos nesse âmbito, encontrou eco e sentido em adolescentes e jovens em 2018. Não acho que muita coisa tenha mudado desde então”, comenta o ator. Os ingressos custam R$25/R$50 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir pela plataforma virtual do Gamboa.

Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição do vídeo da campanha “Fica Gamboa”. Após cada espetáculo, o público tem um momento de interação com os artistas no PapoGamboa.

Exposição – “O Que Há no Abismo” é uma exposição de  Lila Cairo que segue em cartaz até março e propõe um gesto político: trazer o sofrimento psicológico a um lugar de humanidade. Através de desenhos em nanquim, pinturas em técnicas mistas, esculturas e poemas, a artista convida o público a refletir sobre a experiência complexa de estar no mundo enquanto ser sensível.

Campanha Fica Gamboa – Uma campanha pode ajudar na manutenção de um dos equipamentos culturais mais importantes de Salvador. A casa onde funciona o Teatro Gamboa, que há 51 anos é palco de artistas consagrados e iniciantes na cena artística da cidade, foi posta à venda, com a prioridade da compra para a Associação Teatro Gamboa, uma organização sem fins lucrativos, composta exclusivamente por artistas, produtores culturais e técnicos, que gerencia o espaço.

As doações podem ser feitas através do link https://www.catarse.me/ficagamboa. O objetivo é arrecadar R$500 mil para a compra do imóvel e para realizar reformas. O Gamboa oferece pauta gratuita para artistas, apoio técnico, assessoria de imprensa, criação gráfica e o total da bilheteria revertida para as produções, iniciativa possível porque desde 2009 recebe o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através do Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, suporte fundamental para a permanência das atividades do teatro a partir do investimento em sua manutenção, estrutura física e equipe técnica.

O Teatro Gamboa é reconhecido por ser um espaço democrático que investe tanto em artistas renomados quanto em novos nomes da cena cultural do estado. Foi o primeiro palco de cantoras que, mais tarde, se tornaram nacionalmente conhecidas, como Zizi Possi e Luedji Luna.–