
Por Rodrigo Almeida
Na Bahia pouco se fala sobre os crossdressers, mas o grupo há algum tempo já não é nenhuma novidade na Europa, Estados Unidos e até mesmo no Brasil. A tradução literal da palavra significa "vestir-se ao contrário", termo então referenciado a pessoas que usam roupas, adereços e objetos associados ao sexo oposto sem necessariamente assumir postura homossexual.
Para a crossdressers Veronika Schneider “entre todas as diversidades de transgêneros, podemos afirmar que as crossdressers constituem um dos grupos de maior complexidade” sua afirmação deve-se ao fato de um crossdresser pode ser heterossexual, homossexual, bissexual ou assexual, sendo em sua maioria homens que se transvestem de mulheres para satisfazer uma libido ou pulsão sexual e criar o trânsito entre o universo masculino e o universo feminino.
Socialmente existe confusão na definição de travestis, transexuais, transformistas e drag-queens, mas as grandes diferenças estão nos fatos da cultura crossdressing não realizar modificações corporais através de medicamentos ou cirurgias, não se transvestirem necessariamente para a realização de atividade profissional e nem haver exagero na composição de suas roupas.
Para Virginia Prince, boa-mãe dos crossdressers americanos, hoje a sociedade mantém atitudes discriminatórias com os praticantes de crossdressing devido a forte influência religiosa ocidental e a pressão das classes dominantes para a manutenção da “normalidade” social. Ainda segundo Virginia a queda do patriarcado e a ação político-social da mulher foram fundamentais para a difusão da cultura e para a aceitação pessoal de seus praticantes.
A psicanalista Eliane Kogut fala em entrevista ao Jornal Comunicação que a maioria dos seus clientes manifestaram o interesse por vestir-se como mulheres já aos 4 ou 6 anos de idade, mas isso nada significa, já que em termos genéticos não existe comprovação de fatores dominantes. “Imagina-se que pode ser que existam o fator genético e o cultural”, mas eles são complementares e não isolados.
No Brasil o termo "Crossdresser" foi importado em 1997 e já possui clubes físicos e online para troca de experiências, encontros, estudos e pesquisas. Para quem se interessa pelo assunto e quer mais informações indico o principal site crossdressing brasileiro: o Brazilian Crossdresser Club, onde o internauta tem acesso a chats, depoimentos, histórico, artigos, legislação e a possibilidade de tornar-se o mais um membro do clube.
“Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria. Que o mundo masculino tudo me daria. Do que eu quisesse ter”. Gilberto Gil
Rodrigo Almeida
Sou um pesquisador apaixonado por Relações Humanas, Relações Públicas, Comunicação Digital, Inteligência, Redes Sociais, Conhecimento de Causa, Humildade, Educação, Discernimento, Coragem, Elegância entre tantas outras coisas... Diz aí o que você pensa sobre isso. Vamos conversar sobre o mundo!
Twitter: @almeida021 / Blog – minhacomunicacao.blogspot.com
Foto: Reprodução
A partir da próxima quinta feira dia (9) , Salvador será o palco do, Festival de Humor e Performance , que acontecerá no Pelourinho durante 11 dias. Na programação Performances, shows, música, cinema, dança e muita animação.
O mês de setembro será de puro riso em Salvador. As mais diversas’ manifestações do humor estarão em cartaz, de 09 a 19 de setembro, na primeira edição do Festival de Humor e Performance, que receberá atrações de várias regiões do País. Nos doze dias de festival, o público vai conferir 26 atrações diferentes, apresentados na Praça Pedro Arcanjo – Pelourinho, a preços populares.
Através do cinema, música, circo, oficinas, exposições de arte, mesas temáticas, teatro e stand-up comedy, artistas como o cantor Zéu Brito (RJ), o comediante Renato Piaba (BA), a banda Móveis Coloniais de Acaju (DF) e o grupo Comida dos Astros (SP) apresentarão o melhor do humor brasileiro. Ao todo, 12 atrações baianas e 14 representantes de outras regiões (São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal) estarão no evento, considerado o primeiro do gênero já realizado na Bahia.
Para receber os artistas e o público, todo o espaço será decorado e ambientado com a temática do humor. O local contará também com feira e exposição de artes visuais, programação infantil, paralelamente à programação oficial, mostra de vídeos, oficinas e mesa temática.
Durante os 11 dias de espetáculo, o I Festival de Humor e Performance espera receber um público estimado em 10 mil visitantes. Os ingressos, vendidos a R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia), estarão disponíveis nas Sorveteiras A Cubana e na bilheteria da Praça Pedro Arcanjo, a partir do dia 30 de agosto.
Humor a preços populares
O Festival servirá como uma oportunidade para traçar um panorama da produção humorística contemporânea, além de acompanhar o que está sendo criado no Brasil. “O FHP propõe, por meio das diversas linguagens artísticas, oferecer o que há de melhor em cada uma delas, tendo a comédia e a performance como destaques”, explica Tuca Morais, idealizador do evento.
Para diretora artística do Festival, Marilda Santanna, o humor pode ser definido como uma característica do homem, e se apresenta de diversas formas, dentre elas, o riso. “Queremos expressar o riso de várias maneiras. Vamos promover uma grande festa da arte, da palavra, da performance e da imagem, pelo riso. Fusão de estilos, interatividade e muita descontração darão a tônica da programação”.
O projeto tem a missão de levar espetáculos com artistas conhecidos do grande público, a preços populares, além de dedicar um espaço especial para que artistas plásticos, designers, escultores, grafiteiros e fotógrafos exponham sua arte. Dar visibilidade às várias linguagens humorísticas, estimular a formação de plateia e contribuir para a revitalização do Centro Histórico também são propósitos do evento.
O FHP convida todos os artistas e produtores de audiovisual que incorporam o humor às suas obras para participar do Festival.
As inscrições começaram em 26 de julho e seguem até o dia 15 de agosto. Os trabalhos selecionados serão expostos na Feira de Artes Visuais e na Mostra de Vídeos durante os 11 dias do festival, na Praça Pedro Arcanjo – Pelourinho. Os interessados devem contatar a Lima Comunicação, através do e-mail fhp@limacomunicacao.com.br ou dos telefones 71 3240-6366//6344.
Atrações Confirmadas
- Circo Picolino | BA - Espetáculo Variedades
- Grupo Dimenti | BA - O Poste, A Mulher e O Bambu
- Tranchan | BA - Estão Voltando as Flores
- Zéu Britto | RJ – Saliva-me
- Álvaro Lemos e Os Romeus | BA
- Capitão Cometo e os Formidáveis Ladrões de Parafina da Terra do Nunca Extreme – Encontro de Capitães | BA
- Móveis Coloniais de Acaju - DF
- Udi Grudi | DF – O Cano
- Bagagery Spilberg | BA - Casa das Bonecas
- Comida dos Astros | SP - O Banquete
- Eletrocooperativa – O Tabuleiro Tem | BA
- Alvoroço | BA - Uma Comédia Feita por Você
- Bocket Show | BA
- Nariz de Cogumelo | BA - É das Palhaças que Eles Gostam Mais
- Tablado de Aruar | SP - Helena Pede Perdão
- Berro D’ Água | BA - Grupo Vozes
- Renato Piaba | BA – Carnaverão 2010
- Samantha Schmütz | RJ - Curtas
Serviço
O quê: Festival de Humor e Performance
Onde: Praça Pedro Arcanjo - Pelourinho
Quando: 09 a 19 de setembro de 2010
Valor: R$ 5 (cinco reais)
Informações: (71) 3240-6344 / 3240-6366 (Lima Comunicação)
Estou nessa viagem: dados sobre turismo GLS

Por Rodrigo Almeida
A sociedade é naturalmente heterogênea e por isso mesmo diversa em seus sujeitos, organizações e estilos. Mesmo com toda diversidade inerente ao agrupamento humano as discussões sobre gênero, etnia e sexualidade entre tantos outros, continuam como pauta para debate e discussão entre os grupos “minoritários”.
Arrisco-me a afirmar que a sociedade avança a passos curtos, mas que devido a minha pouca idade posso presenciar o momento em todos nós homens, mulheres, crianças, idosos, negros, índios, brancos, amarelos, homossexuais e heterossexuais teremos os mesmos direitos e plena igualdade social.
Mesmo com tantos preconceitos e ranhuras a partir do instante em que o assunto é dinheiro, algumas empresas e organizações sabem aproveitar bem a situação. De acordo com uma pesquisa realizada pelo site de turismo gay Pink Choise (2010) mesmo após a crise americana 63% dos entrevistados – gays e lésbicas – afirmou não sentir a necessidade de encurtar suas férias, 71% dos entrevistados preferem hospedagens em locais gays e somente 15 escolheriam a companhia aérea por sua conduta.
Segundo a Associação Internacional de Turismo Gay & Lésbico anualmente são consumidos R$ 100 bilhões de reais em turismo GLS, mas mesmo com esse montante a dificuldade em encontrar produtos exclusivos ainda é enorme. De acordo com a Associação, casais gays possuem renda 30% maior do que casais héteros e seus gastos são mais focados em cultura e entretenimento.
Outra pesquisa realizada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, com o apoio da Cesgranrio, mostra que 25% dos 3 trilhões de turistas que visitam o Rio de Janeiro anualmente pertencem ao segmento LGBT, sendo que 65% deles viajam sozinhos, 75% são homens e 80% se hospedam em hotéis de luxo.
Para garantir conforto, segurança e estimular este segmento a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (ABRAT-GLS) lançou o programa “Eu amo viajar 2010” e através de parcerias com companhias aéreas, hotéis, bares e restaurantes proporciona bem-estar e garantias a este público exigente que cresce e movimenta o mercado de luxo deste país.
Após estes dados a única frase que consigo pensar é: empresários, despertai-vos para futuro!
“Uma longa viagem começa com um único passo”. Lao-Tsé
Rodrigo Almeida
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Foto: Reprodução
Armário? "IBGE... Se você for LGBT, diga que é!”
Por Rodrigo Almeida
Etimologicamente a palavra homossexualidade significa “grego homos = igual + latim sexus = sexo” que designa à característica ou atributo humano (ou não) de atrair-se, emocional ou esteticamente, por outro ser do mesmo sexo.
Considerada durante muitos séculos como uma doença, possessão, perversão, distúrbio ou desvio de personalidade a homossexualidade avança desde o século XX para a descriminalização e para a garantia efetiva de igualdade dos direitos.
Desde a década de 50 (no ocidente) os grupos homossexuais lutam por visibilidade e direitos civis, porém só em 80 a emancipação aconteceu de fato e muitos gays puderam “sair do armário” e mostrar ao mundo que não sentiam vergonha nenhuma de suas escolhas sexuais.
O fato de “sair do armário”, nome dado ao ato de assumir para família, amigos e sociedade a orientação sexual, ainda é um grande desafio, especialmente para os jovens que não aceitam internamente sua opção ou temem muito a rejeição e discriminação social.
De acordo com Klécius Borges, especialista em terapia afirmativa para homossexuais e colunista do site da revista G Magazine, sair do armário pode ser feito de várias maneiras: desde a presença em redes sociais segmentadas, revelação para amigos, presença em locais LGBT, assumir-se para a família e por fim, se sentir necessidade, para toda a sociedade.
Borges orienta os jovens a aceitarem suas escolhas, romperem seus preconceitos e por fim, caso sintam-se a vontade, assumam a homossexualidade, sendo que, como o autor mesmo diz, “é preciso também estar preparado para uma situação que não necessariamente vai ser exatamente como gostaria que fosse”.
Este ano o Movimento LGBT encaminhou para todas as suas 237 afiliadas uma campanha "IBGE... Se você for LGBT, diga que é!” solicitando a todos os casais homossexuais que assumam suas relações a fim de trazer informações sobre as mudanças e reviravoltas da sociedade nos últimos anos.
Para Toni Reis, presidente da ABGLT, os resultados deste censo e a coragem de “sair do armário” serão indispensáveis para que nós ativistas em parceria com o governo tenhamos dados concretos deste universo, possibilitando assim a construção de políticas públicas efetivas e a melhoria da qualidade de vida e direitos dos homossexuais.
“As pessoas sempre temem as mudanças. Temeram a eletricidade quando foi inventada, não foi? Temeram o carvão, temeram as máquinas a gás... Sempre haverá a ignorância, e a ignorância leva ao medo”. Bill Gates
Rodrigo Almeida
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Quanto + educação + igualdade. A adoção brasileira
por casais gays
Por Rodrigo Almeida
Em entrevista concedida ao jornal “O Sexo” (2006) o psicólogo Paulo Bonança responde alguns questionamentos referentes a adoção de crianças por casais homossexuais. Além de muito interessante a entrevista, um trecho desperta a atenção de quem lê: “já escutei muitos relatos de pais que abandonaram ou discriminaram os filhos por eles serem gays, mas até hoje nunca escutei de um filho que tivesse rejeitado o pai ou a mãe”.
Em pesquisa realizada pelo Datafolha com 2.660 entrevistados em todo o país 51% dos brasileiros afirmam ser contra a adoção por casais homossexuais, enquanto 39% são favoráveis. Esses dados são analisados e identifica-se que as mulheres são mais tolerantes a adoção que os homens e os mais jovens – entre 16 e 24 anos – aceitam com maior naturalidade este fato.
Bonança afirma que “a adoção de uma criança por um casal homossexual, como tema social é algo novo, talvez a sociedade como um todo e as instituições em particular não estejam preparadas, mas a vida é feita de desafios”, e esse desafio está também na educação ofertada a sociedade brasileira. Ainda sobre a pesquisa do Datafolha a aceitação a adoção é duas vezes maior entre os entrevistados que possuem nível superior e 14% maior entre as pessoas que recebem a partir de dez salários mínimos. Outro número interessante é que entre as religiões, os que se denominam católicos registram 41% de aprovação, contra 71% de rejeição dos evangélicos e pentecostais.
Percebe-se entre a entrevista e a pesquisa que a sociedade avança em pequenos passos, como afirma Toni Reis, presidente da ABGLT, mas que o desenvolvimento social do país promove concomitantemente a igualdade entre os sexos e entre a sexualidade humana.
É importe ter óbvio que a sociedade não pode ser determinada por pressões religiosas e que as demandas públicas precisam ser analisadas detalhadamente e percebido pelo poder público com caráter emergencial. Para a advogada Sylvia Maria Mendonça do Amaral “os políticos têm mais interesse em julgar outras questões que não essa bastante polêmica e fortemente combatida pelas bancadas religiosas, que insistentemente obstam sua aprovação” isso comprova o despreparo público/político e o poder religioso ainda existente em um país laico e infelizmente analfabeto.
“Só se deverá acreditar num Deus que ordene aos homens a justiça e a igualdade”. George Sand
Rodrigo Almeida
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Quem não acredita no futuro que me dê licença
Esse é o titulo da coluna assinada Rodrigo Almeida, que estreia no “ Dois Terços “ falando sobre cultura, comportamento e atitude.
Por Rodrigo Almeida
Considero no mínimo engraçada a revolta de um estrato social americano à atual decisão do Juiz Vaughn Walker em retomar a legalização (até então temporária) do casamento homossexual no estado da Califórnia, que o havia sido proibido desde o ano de 2008, após um plebiscito – gerador da Proposição 8 – que cancelou a autorização do casamento e definia os casais com opções heterossexuais “superiores” aos casais homossexuais. A última decisão do Juiz em considerar inconstitucional tal decisão gerou uma forte movimentação social e fez com que os opositores questionassem sua autonomia e até comparasse esta situação à um estado de ditadura, já que a primeira decisão foi “democrática”.
No dia 15 de julho a Argentina deu um enorme salto a frente dos seus companheiros da América do Sul e legalizou oficialmente a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Com uma calorosa votação no senado e aproximadamente 14 horas de discussões, a aprovação ao casamento foi contra a opinião da Igreja Católica mas a favor do respeito individual e do desejo expresso pela maioria argentina.
Dos 63 Senadores que participaram da votação no Congresso 27 opinaram contra a proposta, sob justificativas pouco convincentes e prioritariamente religiosas, argumentos estes pessoais, dogmáticos e considerados por mim retrógrados, 33 votaram a favor e 3 abstiveram.
Como a decisão não poderia passar em branco e os opositores “possuem” suas justificativas para questionar estes avanços e estas decisões legais e sociais, mais uma vez milhares de religiosos, homens, mulheres e crianças foram as ruas exigir que a então Presidenta Cristina Kirchner não sancionasse a lei, mas felizmente o mundo está mudando, os dirigentes estão mais atentos (e sob pressão) e a Presidenta manteve o seu apoio esta decisão.
Hoje possuímos 10 países que oficialmente legalizaram a união civil entre pessoas do mesmo sexo e garantem direitos igualitários para as uniões. São eles: Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia e Argentina. Vale ressaltar que a atual estrutura familiar, os dogmas, o pecado e o 'erro' na união entre pessoas do mesmo sexo foi instituído sócio-culturalmente pela religião, só por ela.
Este ano o Brasil passa por seu processo eleitoral para escolha dos seus principais governantes, entre eles o Presidente da República. Dado esse exercício “democrático” é de suma importância que todos os eleitores estejam atentos as propostas e ao histórico de vida dos candidatos, pois parece que toda mudança estrutural/social associada a gênero e sexualidade passa despercebida aos olhos dos políticos.
Até hoje a homofobia não é estabelecida legalmente como crime em nosso país apesar da população já ter manifestado em pesquisas seu repudio a tais atitudes. O Brasil precisa de representantes atentos e de organização popular suficiente para pressionar às mudanças necessárias e garantir direitos igualitários a todos, independente de etnia, credo, opção sexual e gênero.
“O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. George Bernard Shaw
Um abraço a todos.
Rodrigo Almeida
Sou um pesquisador apaixonado por Relações Humanas, Relações Públicas, Comunicação Digital, Inteligência, Redes Sociais, Conhecimento de Causa, Humildade, Educação, Discernimento, Coragem, Elegância entre tantas outras coisas... Diz aí o que você pensa sobre isso. Vamos conversar sobre o mundo!
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