Relativismo: Doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma idéia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar. Luis Inácio Lula da Silva: Ex-sindicalista, fundador do Partido dos Trabalhadores, Presidente do Brasil. O relativismo em pessoa. O homem e o poder e o poder de relativizar tudo, incluindo as ações nefastas impetradas contra ele mesmo no tempo em que era visto como um “sapo barbudo” insano e radical pela classe dominante desse país. O relativismo lulista, nos últimos tempos, está explodindo por aí.
Os tempos mudam, as pessoas mudam e a vida segue se relativizando. Certamente, em contrapondo-se a situações em que não abrem-se espaços para o pensamento contrário, o relativismo encaixa-se como um caminho a ser seguido. Sim, tudo é mesmo relativo. O relativismo é benéfico quando apresenta-se como o extremo oposto ao etnocentrismo, por exemplo, que leva em consideração apenas um ponto de vista em detrimento dos demais. Nietzsche já dizia que o mundo torna-se infinito no sentido de que não podemos negar-lhe a possibilidade de concebermos uma infinidade de interpretações. Nas suas versões mais radicais, o relativismo admite que quaisquer opiniões são igualmente justificáveis, não havendo questão objetiva sobre qual conjunto de regras deve ser preferido.
Bem, bem, falemos um pouco da política relativista do nosso presidente, para quem, fincado em níves estrastosféricos de popularidade, é absolutamente plausível proverem-se boas razões tanto para admitir quanto para recusar quaisquer fatos e opiniões. E esta lição relativista que ele aprendeu em Brasília serve hoje para blindar uma boa quantidade de canalhas que, ironicamente, lhe achincalharam no passado e, relativisticamente, servem-lhe como asseclas e aliados do presente. É tudo tão relativo para esse nosso bicho político-mor, que até a Justiça teve que ouvir que um certo senhor presidente do Senado do Brasil e “donatário” da provincía do Maranhão e adjacências, não poderia ser tratado como uma pessoa comum. Na maior cara-de-pau. Mas, relativizando o discurso lulista, sabem que ele tem razão? Nós, os comuns, devemos mesmo nos sentir ofendidos em termos como pares esse tipo de gente. Realmente, políticos, com excecões microscópicas, são pessoas desprezivelmente incomuns.
E seguindo no seu relativismo grotesco, o presidente, na cerimônia de posse do novo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, pede ao Ministério Público que no momento da investigação leve em consideração a biografia do investigado. Claramente, emerge aí mais de suas tiradas em prol da blindagem a José Sarney, o que pode até soar legítimo, já que Lula precisa do fisiologismo putrefato do PMDB para governar. É política, entedemos. Mas se formos um pouco mais fundo na interpretação da singela frase, o senhor presidente deixa bem claro que existem cidadãos de categorias diferentes. Ou seja, aquelas pessoas que, por sua “biografia”, situam-se acima dos cidadãos comuns, e são dignos de todos os privilégios por carregarem nas veias sangue azul.
Esse é o relativismo lulista e, assim, vejamos alguns dos seus atuais amigos que devem ter suas 'imaculadas' biografias respeitadas no momento em que passarem por qualquer investigação do MP: Jader Barbalho, político e empresário paraense, enriqueceu ilicitamente às custas de propinas e desvios de dinheiro público, sempre escondendo-se por trás da famigerada imunidade parlamentar. Renunciou a seu mandato de senador de modo a impedir que um processo por quebra de decoro parlamentar lhe tornasse inelegível por alguns anos. Foi preso numa operação da Polícia Federal acusado de desvio de dinheiro público; Renan Calheiros, membro vitalíco da patrulha de choque Collorida, foi acusado de enriquecimento ilícito e de ter suas contas pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior em troca de favores; Fernando Collor de Mello, nem precisa falar nada; Severino Cavalcanti, muito menos. São todos pessoas incomuns, hoje amigos de Lula.
Os mais pragmáticos e entendidos do jogo político, lógico, vão me dizer que estes e tantos outros políticos já foram investigados e, em várias instâncias, absolvidos. Os que saem em defesa de Collor, por exemplo, podem sim afirmar que ele já experimentou seu calvário, sua condenação, teve seus direitos políticos suspensos, cumpriu um exílio dourado em Miami, desceu do céu ao inferno e até ganhou como bônus libertar-se da primeira-dama mais insossa que esse país já viu. Igualmente, Renan Calheiros. Livrou-se de todas as acusações de quebra de decoro parlamentar, deixou a presidência, mas continua operante e forte nos porões da casa dos horrores em que se transformou o Senado Federal. Jader mudou-se para a casa dos horrores vizinha, assumiu seu posto no baixo clero e até beijinho na mão ganhou do presidente Lula. Severino, escurraçado da Câmara, renunciou, saiu pela porta dos fundos e, de volta ao seu reduto eleitoral no interior de Pernabuco, é hoje o prefeito da cidade de João Alfredo. Essa é a nossa política. E, infelizmente, precisamos nos acostumar com ela... ou simplesmente morrer... de raiva.
Até aí, tudo bem. Podemos até não concordar com as leis e os regulamentos que existem para julgar os maus políticos. Mas existem. Se eles, os políticos, habilmente, fazem uso de todas as brechas e prerrogativas que esses artefatos jurídicos lhes permitem, pouco podemos reclamar. Supostamente, estão dentro da lei. Além disso, são todos honestos e de biografia intacta até que se prove o contrário. São todos senhores de respeito e que, como pede o presidente do país, não devem ser condenados previamente. Tudo certo. Contudo, requerer que seja considerada a história de um suspeito, tratando-o como diferente, já é um pouco demais. É aí que, para mim, o presidente se perde no emaranhado pouco ético do seu relativismo tosco. É aí que Lula, o bicho político, inebria-se por completo por sua sanha de poder e mostra de forma cristalina como tão bem absorveu tudo e um pouco mais das canalhices e das artimanhas de se conviver com a classe política. Que aluno aplicado!
Enfim, podem ficar todos tranquilos que basta ser político nesse país para se tornar uma pessoa incomum, alguém acima do bem e do mal. Já foi determinado pelo presidente que na hora da apuração de crimes, há “pessoas” e “pessoas”. Pessoas ilustres como o atual presidente do Senado que, com certeza, recolhido no seu silêncio providencial, curtindo todas as mordomias no seu paraíso particular de Curupu, dormirá o sono dos justos, sabendo que poderá contar com o relativismo lulista. Sua biografia, evidentemente, é mais limpa do que a do motorista Eriberto, aquele que desencadeou a queda final de Collor ou da do caseiro Francenildo, que na sua santa ingenuidade, implodiu a República de Ribeirão Preto. Não há dúvidas que devemos relativizar muita coisa. Mas, acredito, há outras que não há como. Nem precisa dizer. E quando se trata de políticos nesse Brasil... ah, meu Deus! Prefiro deixar de pensar muito e clipar a foto abaixo para lembrar que o dedo que Renan Calheiros estende ao Brasil é apenas o relativismo de um homem honesto que nos manda a todos para aquele lugar. Afinal, tudo é mesmo relativo. Até um inocente dedo de um inocente político. É isso! Tudo em prol do relativo. É isso! Tudo muito relativo! O relativismo lulista, o dedo de Renan, o sono de Sarney, o beijo em Jader, o abraço em Collor... Tudo muito relativo...
Já passaram por aqui....
Plano Nacional LGBT começa a funcionar apostando em segurança
O Governo Federal já está começando a colocar em prática o Plano Nacional da Cidadania dos Direitos Humanos de LGBT, lançado em maio, apostando na Segurança Pública. No começo da semana, foi instituída em Brasília uma equipe de trabalho especial que deverá propor a realização de cursos e metodologias de ensino sobre a diversidade sexual e estudar atos de homofobia.
A iniciativa é da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), e tem como objetivo capacitar as polícias Militar e Civil e Guarda Municipal para lidar com a diversidade sexual e estudar atos praticados em razão da homofobia.
A equipe ainda será composta e pode contar com a participação de homossexuais. Seus trabalhos serão coordenados pela Secretaria juntamente com um representante do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e profissionais de segurança pública.
Fonte:
MIX Brasil
O governado de São Paulo José Serra abriu seu Twitter. Segurança para evento contra homofobia é assunto de primeiros posts
O governador José Serra acaba de abrir seu twitter _serviço de micro-posts que é febre no mundo todo.
Com pouco mais de 18 horas no ar, em http://www.twitter.com/joseserra_, o governador do estado e presidenciável já falou sobre o Palmeiras na Libertadores "tudo muito injusto: o Palmeiras merecia ganhar do Nacional. Obina não podia ter perdido aquele gol aos 41 do 2° tempo" e disse que pediu a secretário de Justiça e Defesa da Cidadania, Marrey, para que garantisse a segurança dos participantes do protesto que acontecerá neste sábado, às 19h, na praça da República, contra os ataques homofóbicos ocorridos na última Parada Gay, que resultaram na morte de um homem de 35 anos.
Zezé Motta apóia Campanha Não Homofobia
A atriz Zezé Motta, que também é muito atuante no Movimento Negro Brasileiro, expôs sua opinião em relação à homofobia no país. Zezé parabeniza todos os ativistas LGBT e convoca toda a população a participar da Campanha Não Homofobia, participando do abaixo-assinado on line.
“Parabéns para todos os guerreiros incansáveis desse movimento que luta pela conquista de espaço e direitos. Quanto mais avançamos, mais ficamos convictos de que não é uma luta inglória!”, afirmou a atriz.
Acesse www.naohomofobia. com.br, assine o abaixo-assinado e confira outros depoimentos! Juntos, somos mais fortes na luta contra a homofobia no Brasil!
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