O jogador de futebol Túlio Humberto Pereira da Costa, mais conhecido como Túlio Maravilha (apelido que ganhou quando jogou no Botafogo) é atualmente o maior artilheiro do mundo em atividade no futebol. Atacante do Botafogo-DF ele também é vereador na cidade de Goiânia.

Nesta entrevista ao Dois Terços, ele fala sobre como é dividir o tempo entre as atividades de jogador e vereador, além de outros assuntos da política e do esporte. Confira.
DT - Em sua primeira tentativa na carreira política você já entrou em campo sendo o terceiro vereador mais votado. Já estava em seus planos ser um representante do povo de Goiânia?
TM - Sim! Quero retribuir tudo aquilo que o povo de Goiás proporcionou a mim. Aqui estou em casa e feliz. Temos muita coisa para fazer e espero estar sempre proporcionando o melhor para estas pessoas que sempre tiveram o maior respeito possível com a minha pessoa e família.
DT - Mesmo na Câmara você continua jogando, como tem sido administrar futebol e política em um país onde esses temas são sempre complexos?
TM - Tem sido difícil, o tempo é muito corrido e curto. Porém, com garra, atitude, honestidade e determinação, principalmente, você supera tudo nesta vida. É dessa forma que encaro o meu dia de trabalho.
DT - Você havia dito, em entrevistas anteriores, caso acertasse com algum time de fora de Goiânia que abriria mão do cargo. Hoje ainda existe essa possibilidade ou você tem planos para 2010?
TM - Eu não vou jogar fora de Goiânia. Vou jogar em Brasília porque é perto daqui e posso honrar meus compromissos políticos e com o futebol. Além de ser o meu território político para a campanha em 2010. Além disso, como eu disse na primeira resposta, aqui estou em casa e quando se está em casa não se tem motivo para sair.
DT - A cabeleira de Richarlyson foi o tema mais debatido no meio esportivo. Além da afirmação da apresentadora Silva Popovic sobre a sexualidade dele em seu programa matinal. O que você pensar sobre isso?
TM - Amigo, que confusão! Acho que cada um tem o direito fazer o que quer. Se o Richarlyson pensa assim, bom para ele.
DT - Você foi capa da revista G Magazine, em dezembro de 2003. Como foi viver essa experiência diante do preconceito latente no Brasil, principalmente em um universo predominantemente masculino?
TM - É um assunto que eu nem gosto mais de comentar. Agora, como vereador e um jogador que busca o milésimo gol, deixo para opinião pública se manifestar sobre o assunto.