Miss Boana  clone oficial da cantora  Inglesa Cena Amy Winehouse
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A convidada especial da Sala VIP desta  é a Miss Boana  clone oficial da cantora  Inglesa Cena Amy Winehouse  ,que faz o maio sucesso na cena  Gay de Salvador.         


Você é muito parecida com Amy Winehouse, como administra esse sucesso?
 Eu não me acho parecida com a Amy, eu simplesmente confundo o imaginário do público, nos trejeitos, na bebida, na caracterização, tenho sorte de ter um rosto exótico como disse uma transformista de credibilidade em Salvador, do que eu me vestir, vou parecer. Vou construindo meu sucesso com meu talento e pouca maquiagem, porque eu odeio passar batom, tampouco sombra... Outra me disse uma vez que eu tinha tudo pra não dá certo no transformismo, por falta de maquiagem, contudo compensa com o talento e a criatividade. Isso foi o que caiu nas graças do público, adoro quando sou reconhecido pelo meu trabalho, mas quando me chamam de Amy ou Miss Boana, eu só falto morrer, às vezes me incomoda esse tipo de abordagem quando estou com meus amigos, na boite quando toca Rehab música que eu odeio particularmente, sempre olham pra mim esperando que eu comece a imitar, no shopping, num bar, até banheiro público de supermercado. Ainda não me acostumei com o assédio dos gays adolescentes, no entanto é compreensivo, sei que trabalho com personalidades contemporâneas.  

São Paulo? Trabalho ou nova residência?
 [Entusiasmada] São Paulo nessa primeira viagem é somente a trabalho, e tudo vai depender dela, caso a Amy caia nas graças do público e do empresário, eu irei já com nova moradia para capital paulista.

As boites em Salvador paga muito pouco aos transformistas, você já notou alguma diferença de valores em São Paulo?
 [Felicíssima] Sim, é claro que notei, e gostei.

Como é a rotina dessa estrela, faz algum tipo de trabalho além deste?
 Quero saber de onde você tirou essa estrela, espero que seja do Céu. [Risos] Na verdade o transformismo não é trabalho pra mim, é hobby, mas ganho dinheiro, não é minha renda, eu não tenho uma rotina certa, faço o que me dá vontade e toda a hora me dá uma vontade de fazer algo diferente, isso que não me deixa na monotonia. Em relação às apresentações é onde não existe a rotina, nunca faço a mesma coisa sempre, enjoou fácil, e quando faço, faço com má vontade. No mínimo faço três apresentações por semana em festas, saunas, mas quando eu me canso de ver tanto gay na minha frente, eu procuro logo tirar radiografias; técnico em radiologia.

Mudança de sexo, qual sua opinião sobre esse assunto?
 Interessante! [Distraída] Acho que é uma aceitação de si própria. Eu me aceito nas minhas condições naturais, gosto de me vestir de mulher para estar nos palcos, e me amo vestido de homem com meu tênis All-Star indo ao banco, ao cinema, à boite, ao curso, é meu jeito de ser, e sou bem feliz. Entretanto, não sou contra as que optam pela mudança de sexo, sei que é um acréscimo de estima, não penso em fazer isso no momento, e tenho certeza que nunca farei, receber e dar prazer me satisfaz sexualmente, entendeu?  

Você faz telegramas animados? Qual foi a situação mais engraça que você viveu?
 Não faço telegramas, para isso eu teria que trabalhar nos Correios. [Risos] Mas já vivi diversa situações engraçadas, como um dia, voltando de uma rave em Praia do Forte a trabalho, os policias pararão o carro em que eu estava, e quando um deles colocou a cabeça na janela para pedir os documentos de repede me viu, tomou um susto que se desequilibrou e caiu quebrando o retrovisor, levantou do chão sem graça pedindo desculpas, limpou a bunda, devolveu o retrovisor, ofereci um cigarro, ele recusou, mal olhou a documentação, mandou a gente seguir.    
O sonho de muitos atores transformista e sair do Brasil, você já pensou nisso?
 [lúcida] Não, sair do País para trabalhar com transformismo na Europa ou em outro lugar não é de distinção em minha opinião, prefiro está sob os meus direitos constitucionais, não quero está vulnerável a corrupção sexual, submisso as chantagens, vassalo aos caprichos de estranhos. É ter muita intrepidez. Penso em viajar para o exterior sim, mas como civil, e meios legais para não ocorrer imponderações.
Como você vê a cena GLBT em Salvador?
 Vejo da forma mais apreensiva a falta de competência, escrúpulo, requinte, além de ser démodé, muito strass, pouca criatividade, e muito arcaico no estético artístico, é raro algo que surpreende o público, acolá, meia-dúzia já tem o prazo de validade vencido e persiste pra está em foco, se estimando aptidão, porém, nem de ornar sua própria personagem, infelizmente existe certa censura ao falar abertamente sobre o assunto, não sei por que sempre acaba ofendendo alguém, o que não é pra ser, vejo que é debatendo que pode se ter progressos. Muitas vezes eu tenho vergonha em dizer que sou transformista por causa de certas atitudes de meia-dúzia de colegas de palcos mancharem o ofício, tenho certeza que não sou melhor que ninguém nos palcos, mas como pessoa eu sou, tenho convicção, não me sujo para está nas pautas, e não faço questão de um cachê de 30R$, há quem brigue por isso, pra mim é muita pobreza de espírito. Esse meio existe muita gente iludida, que se ver famosa, bonita, talentosa... E não é nada disso, esconde de si a vida real triste e lamentável juntos à maquiagem gasta. Sou uma eterna decepcionada de alguns cachês pagos aos transformistas baianos, além que uns são tratados de forma desumana, desrespeitosa por parte de alguns proprietários de recintos gays, e o público às vezes deixa a desejar, uns são bem mal-educados nas apresentações pro meu gosto (uma vez jogaram um copo de cerveja em mim quando estava no palco, eu aproveitei a deixa e dei um chute com salto na mão da pessoa - sei que não foi o correto). O que me faz está em cena ainda é admiração e o apoio do meu público bem-educado e de personalidades como Rainha Lou Lou, Andrezza Lamarck, Valerie O’rarah, que são fidedignas, mantêm a honra do ofício. Tenho grande respeito pelo trabalho importantíssimo do Grupo Gay da Bahia – GGB em relação ao combate à SIDA, aos direitos civis homossexuais, Marcelo Cerqueira e Luiz Mort estão de congratulações! Mas observo que falta mais presença física interagindo e participando do cotidiano homossociais, não deve ser somente na Parada Gay e Concurso de Fantasia Gay. A única coisa que eu espero do meio GLBT em Salvador é decência, é a única forma de ser respeitado, e respeitando, quando isso acontecer poderá falar que está realizado como pessoa, e que tudo que passou foi um pesadelo.



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