Marisa Orth lança CD solo 
Voltar


A atriz Marisa Orth já  vem mostrando sua versatilidade artística desde a década de 80 quando fez parte da banda pop Luni. Nos anos 90 integrou a banda Vexame e sempre manteve o sucesso na TV, teatro e cinema. Agora, a atriz e cantora lança um CD solo “Romance Volume II”. Nesta entrevista ela fala um pouco sobre esse trabalho e sobre sua carreira. Confira. 


 
DT - Conte-nos um pouco deste seu novo trabalho.
MO - Este trabalho nasceu de um show que estreou no ano passado, dia 12 de junho, Dia dos Namorados, no Café Uranus, aqui em Sampa. Há muitos anos queria fazer um show solo, e fui aos poucos ganhando coragem e encontrando parceiros para realizá-los. Fundamental a presença da Nathalia Barros, a diretora, e de Andrea Francez, a produtora. Fez sucesso e nos dá muito prazer. Não temos patrocínio, e desde o início foi uma iniciativa minha. Fomos fazendo outras temporadas, em outras casas e no Tom Jazz recebemos o convite do Thomas Roth, dono da gravadora Lua Music, para gravarmos nosso CD. Ele foi produzido pela banda e por mim. No disco estão quase todas as músicas do show, com pequenas alterações de arranjo. 
DT - Você pensa em realizar turnê para divulgação do CD?
MO - Estamos fazendo uma miniturnê, e apesar da falta de patrocínio, queremos viajar por todo o Brasil...Salvador seria sensacional!!! 


DT - Você iniciou sua carreira nos anos 80, no teatro, sempre em papéis dramáticos. Como foi partir para o campo do humor?
MO - Uma coisa muito natural. Na verdade, muito lá atrás, em um dos primeiros cursos que fiz com Ilo Krugli, ele havia dito que eu levava jeito pra comédia. Fiquei ofendida na época, tinha preconceito. Mas hoje, não há como não admitir que eu sei ser engraçada. Só me aborrece as pessoas acharem que eu não sei fazer drama. 
DT - Em 1990, Nicinha, seu personagem na novela Rainha da Sucata, virou paixão nacional. Como você administrou esse sucesso na sua estreia na TV?
MO - Foi um susto. A meu favor havia o fato de eu já ter experiência em teatro - fazia isso  há oito anos - e música também. Então, artisticamente, eu conseguia me garantir, mas o sucesso nas ruas me deixou muito assustada. Parecia que todo mundo estava louco e eu não. Depois fui acostumando e tive que me acostumar também com as ondas de sucesso, pois assim como ele vem, ele vai também. 


DT - “Somos um país de virtualidades e não de realidades. Já elegemos um presidente só porque ele era bonitão. Não entendemos nada de política, mas somos Phd em decifrar se alguém tem carisma ou não. Então, já que é assim, queria o Rodrigo Santoro para presidente, e a Giselle Bündchen para primeira dama. Assim, estaríamos em sintonia com nossos governantes, e a revista Contigo e similares, passariam a ser nossos diários oficiais. Já, já, nas bancas, e nos intervalos da sua novela favorita, os próximos candidatos a ‘musos’ do próximo verão”.
Você  escreveu esse desabafo na época que foi colunista do AOL. Mudou muita coisa nos últimos 20 anos?
MO - Fui colunista do portal da AOL, é bom que se diga. Acho que agora estamos começando a acordar para a realidade dura, bem dura. A percepção das mazelas de um governo petista está nos fazendo admitir que o buraco é bem  mais embaixo. Espero que isso nos torne mais adultos e menos festivos. 
DT - Você se arrependeu de posar para revista Playboy? Faria outra vez?
MO - Não me arrependi nunca! Tenho muito orgulho de ter feito esse trabalho e acho as fotos muito bonitas até hoje. Não faria de novo pois não teria mais a necessidade do ego para fazê-las, meu filho ficaria chateado, seria menos dinheiro e, principalmente porque eu não fui convidada. 
DT - O beijo gay ainda continua vetado nas novelas da Globo. Você acredita que isso irá mudar?
MO - Acho que para o beijo ainda falta um bocado, mas acho tolice que as lideranças dos movimentos gays se preocupem tanto com a questão do beijo em si. Acho que a homossexualidade poderia, e deveria, ser retratada com mais constância e naturalidade nos folhetins de TV. Vale lembrar que o beijo hetero só foi de boca aberta a partir dos anos 90. Por que insistir na atitude que mais gera preconceito entre os mais conservadores? Acho que ser gay não é só beijar outra pessoa do mesmo sexo na boca. 
DT - Como você vê o impasse da justiça no que tange o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil?
MO - Acho preconceituoso. A união entre quaisquer duas pessoas deveria ter o mesmo tratamento perante os olhos da lei. Bens, filhos, heranças, patrimônios são iguais para todos. 
DT - Você toparia ser a estrela de uma campanha contra a homofobia no Brasil?
MO - Sim, toparia com muito orgulho.



Outras entrevistas:

 

 

 

 


® Dois Terços - Todas as cores em um só lugar!

| Home | Colunas | No Circuito | Cult | Tem Direito | In Moda | Social | Saúde | Sala VIP | Tempo Real | Lugares |