De jogador junior do Vitória a um dos modelos mais requisitados nacionalmente, o modelo baiano Ramirez Allender faz sucesso em São Paulo e buscar alçar novos voos no exterior. A sua participação no calendário da The Week o colocou no circuito LGBT, público pelo qual ele tem muito respeito e, inclusive, algumas amizades. Confira abaixo a entrevista em que conta um pouco sobre sua carreira.

Você já foi jogador de futebol. Como foi essa sua fase? Por quanto tempo jogou e onde?
Joguei no junior do Vitória (BA), mas não cheguei a me federar como jogador porque na época tive que optar pelo estudo. Essa época foi muito boa em minha vida, era na época de escola onde eu tinha que dar conta das duas coisas. No período da manhã eu estudava e no período da tarde eu treinava no Barradão.
Como foi essa transição de jogador de futebol a modelo?
Quando eu vi já estava no meio da moda, entrei nesse meio sem querer, quando abandonei a carreira de jogador eu foquei nos estudos e quando já estava na faculdade me apareceu a oportunidade de conhecer o mundo da moda.
Como foi o convite para fazer parte do calendário da The Week?
Lá em São Paulo, onde moro, faço muito trabalho de corpo, tanto passarelas quanto fotos. O convite partiu do próprio fotógrafo, o Didio, que é casado com o booker da minha agência, a Lequipe. Já sabia como seria o trabalho e que seria um trabalho muito sério com modelos que já foram e são hoje tops. Então resolvi fazer parte desse time também.
Como está sua rotina de trabalho?
Graças a Deus nos últimos dois anos da minha vida minha carreira deu uma alavancada que nem eu esperava. Em São Paulo, hoje, sou um dos negros mais requisitados para trabalhos, graças ao trabalho bem feito por minha agência e ao meu esforço de buscar sempre o melhor.
Alguma coisa mudou em sua vida com a fama?
Fama na minha cabeça não existe. Serei sempre a mesma pessoa, aconteça o que acontecer, desde já. Eu busco um reconhecimento e quando se trabalha buscando esse reconhecimento se consegue. Quando se trabalha buscando fama não se chega a lugar nenhum.
Depois do trabalho da The Week mudou sua relação com o público LGBT?
Já tinha feito antes um trabalho pro portal Terra chamado The Boy que é do mesmo segmento. Aprendi a respeitar o público LGBT até porque no meio que eu trabalho é esse público que mais atua. Depois do calendário, a única mudança foi que algumas pessoas que fazem parte desse público passaram e me conhecer.
Como é esta relação?
Aprendi a respeitar o público LGBT. Conheço alguns e tenho amigos, inclusive alguns produtores de moda em Salvador, como Marcelo Gomes e Marcelo Nascimento, maquiador em Salvador, e Doda Guedes, esses acreditaram em mim no começo da minha carreira e conquistaram minha amizade.Tem também o Jamil Moreira, jornalista que também conheci e passei a admirar o trabalho dele. Tem o Paulo Borges que me abriu as portas para eu fazer a primeira Semana Iguatemi de Moda, que a partir daí me fez criar força para buscar meu espaço entre os modelos de São Paulo.
Quais seus projetos futuros?
Estudar uma proposta de um contrato com uma agência de NY e, se der certo, buscar o topo entre os modelos e continuar trilhando minha carreira com muita luta como sempre foi e muita honestidade comigo e com as pessoas. Acho que é assim que se consegue chegar a algum lugar, sempre.
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Inserido no site em 07/01/2009
Atualizado: 09/02/2009 |