| A jornalista Claudia Giudice, coordenadora do Núcleo de Celebridades da Editora Abril, foi a responsável pela biografia do Chiclete com Banana. Agora ela está com o projeto da biografia de Daniela Mercury. Veja nesta entrevista um pouco mais sobre estes trabalhos. |
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DT - Como foi o processo de produção da biografia do Chiclete com Banana?
CG - Conheci os integrantes da banda Chiclete com Banana em 2008, por causa do reveillon que organizamos com eles em Salvador. Neste período, fui a muitos shows e tive oportunidade de conviver com eles, com a equipe de produção e com os fãs. Por causa disso, tive mais facilidade em reunir material para a biografia. Além disso, quando decidimos realizar o projeto todos eles se tornaram ainda mais gentis e acessíveis comigo, oferecendo tempo da agenda deles, abrindo seu baú de fotos pessoais e familiares e, principalmente, se dispondo a contar histórias íntimas que ninguém, excetuando a família, conhecia
DT - Essa foi sua primeira biografia?
CG – Não. Com a marca da Contigo! coordenei uma série de biografias de grandes nomes da MPB como Chico Buarque, Caetano Veloso, Elis Regina, Tom Jobim e Raul Seixas.
DT - Como surgiu a ideia?
CG - Já tínhamos uma experiência bem-sucedida com a série Contigo! biografias, mas a ideia da biografia do Chiclete surgiu a partir da observação da relação apaixonada da banda com os seus fãs e dos fãs para com a banda. Além disso, depois de uma breve pesquisa, percebi que não havia nada parecido com isso no mercado. A história deles ainda não havia sido contada. Logo, esse ineditismo foi um grande incentivo.
DT - Agora você está entrando no projeto de produção de biografia da Daniela Mercury. Em que fase do projeto você está?
CG - Estou bem no comecinho. Levantando material para ler, estudar, aprender para poder entrevistar, como se deve, a rainha Daniela Mercury.
DT - Como foi o seu percurso profissional até chegar às celebridades?
CG - Eu comecei no jornalismo sindical. Trabalhei na assessoria de grandes sindicatos e da CUT. No início da minha carreira meus chefes eram sindicalistas e militantes, pessoas que hoje são os governantes da república, como o presidente Luis Inácio Lula da Silva, Sérgio Rosa, da Previ, entre outros. Ao me formar, fiz o curso Abril de Jornalismo e neste ano trabalhei pela primeira vez na editora. Comecei com repórter, como se deve começar. Trabalhei na Veja, no Jornal do Brasil e em revistas segmentadas como Saúde, Corpo a Corpo e Terra. Cheguei às celebridades em 1995, quando fui ser editora na CARAS. Depois lancei duas revistas na Abril, Viva! e Tudo, para leitoras de classe C. A primeira foi um estrondoso sucesso. Também trabalhei com jornalismo educativo e cultural no Guia do Estudante e no Almanaque Abril e hoje respondo pela Contigo! e pela Bravo!.
DT - Você sempre gostou de trabalhar com isso?
CG - Eu sempre gostei de ser jornalista. O que me encanta é o modo de fazer. O processo. Não tenho preferência por temas. Me apaixono por todos os assuntos.
DT - O que é o melhor e o que é o pior de estar sempre divulgando a vida de famosos?
CG - O melhor é sempre fazer bom jornalismo. O pior é comer barriga.
DT - Curiosamente as duas biografias são de artistas baianos. Foi proposital? Como é a sua relação com a Bahia?
CG - Sim, foi proposital. Desde 2007, a Contigo! tem um camarote no carnaval de Salvador. Isso nos aproximou das bandas baianas e dos eventos relacionados ao axé music. A minha relação pessoal com a Bahia é de imenso carinho e enorme respeito. Sou paulistana, branquinha, de origem européia, mas me sinto em casa quando chego em Salvador. Sei que sempre serei estrangeira, que jamais pertencerei a esse universo rico e poderoso de cultura, raça e política. Mas, talvez por saber exatamente qual é o meu lugar, acho que já fiz alguns amigos.
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