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Pesquisa mostra a percepção das pessoas trans sobre o ambiente de trabalho

Genilson Coutinho,
22/05/2023 | 11h05
 (Hannah Cauhépé/Getty Images)

Mais de 40% das pessoas trans e de gênero não conformista — ou seja, que não se limitam ou não se encaixam nas normas de gênero das culturas locais — já sofreram com algum tipo de assédio sexual ou má conduta de colegas nas empresas onde trabalham, segundo pesquisa global do Boston Consulting Group em parceria com a Harvard Business Review. O índice sobe para 59% no Brasil.

Quando questionados se são assumidos no trabalho, menos de um terço dos respondentes disse sim, mas o resultado foi diferente no Brasil: 43% dos profissionais brasileiros responderam serem abertamente trans ou GNC no ambiente profissional, 14 pontos percentuais acima da média global. Ainda assim, no Brasil, 55% se sentem desencorajados a mostrarem a sua verdadeira identidade de gênero.

O país mais desafiador para GNC e pessoas trans é a Índia, de acordo com o estudo. Por lá há os piores indicadores para questões como requisitos para o uso de roupas de acordo com um gênero, discriminação durante o uso do banheiro, entre outros. Veja abaixo (quadro em inglês).

Da Exame