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Oniomania: comprar compulsivamente pode ser doença

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Marcele /Foto: Genilson Coutinho

Por Marcele Neves

A grande oferta de consumo a que somos submetidos, o crédito facilitado e as promoções do varejo são algumas das grandes armadilhas para a Oniomania, doença que cresce a cada dia no Brasil e tem como principal característica o consumo compulsivo e irresponsável.

Pessoas que compram compulsivamente e estouram o orçamento com frequência ou possuem um desejo incontrolável de gastar, podem ser portadoras da doença que é causada por uma conjunção de fatores biológicos e psicológicos e também conhecida como ‘síndrome do comprador compulsivo’.

Quem sofre deste distúrbio crônico tem dificuldade em deixar as compras e a consequência deste comportamento é a contração de grandes dívidas, como empréstimos em banco ou com familiares, resultando na perda da dimensão sobre seus gastos e, posteriormente, graves consequências pessoais, financeiras e familiares. Sem falar na exposição a situações indelicadas como cobranças em público e  a perda da credibilidade na “praça” por não ter condições de arcar com os débitos.

 Como tratar?

Antes de qualquer coisa, é fundamental que a pessoa reconheça que está doente e precisa de ajuda, já que o oniomaníaco é visto como um viciado em compras do mesmo jeito em que os viciados em álcool ou drogas, e como não existe um medicamento que combata o desejo compulsivo de fazer compras, a melhor forma de tratar o problema é por meio da psicoterapia, além da necessidade de frequentar grupos de autoajuda com o D.A. (Devedores Anônimos, criado no Brasil em 1997, seguindo a mesma filosofia dos Alcoólicos Anônimos.) No caso de pessoas que desenvolvem paralelamente um quadro de depressão, o tratamento secundário e feito a base de antidepressivos.

Pouco se fala sobre este tema, mas pesquisas apontam que este transtorno acometa de 2 a 8% da população mundial, estando as mulheres como principal grupo de risco para desenvolver a doença.  A idade média de início da doença é aos 18 anos, no entanto o comportamento só é percebido como problemático após 10 anos, geralmente quando os gastos compulsivos começam a prejudicar a situação financeira não só da pessoa, como de sua família.

Como saber se você é compulsivo (a)?

 

Marcele Neves é integrante do Coletivo Minissaia e criadora do blog Sutiã de Bolinha.

Jornalista por vocação, blogueira por paixão e curiosa por natureza. Preza o consumo consciente a acha que qualidade é mais importante do que quantidade.

@marceleneves

@criativos.coletivos

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