Salvador 25 de Outubro de 2009, depois de cair uma chuva amazônica no dia anterior, o sol aparece. Quem chegou cedo no Campo Grande viu os trios se preparando e tirando o som, as pessoas se aglomerando, encontrando os amigos nos locais de praxe como a frente do TCA ou na praça. Com um olhar mais atento poderíamos dizer com certeza que era uma reunião de família e para quem não sabe o conceito de família não está limitado apenas a “família nuclear” aquela formada por um casal e sua prole. A parada nos faz pensar em diversidade no sentido mais plural e abrangente que essa palavra pode expressar.
É bom salientar que esta é a parada do “orgulho” gay. E nestes anos de caminhada temos muito que nos orgulhar sim! A manifestação começou tímida, depois ganhou a adesão e apoio das famílias e da sociedade como um todo, e não somente da comunidade GBT; multiplicou o numero de visitantes a cada ano e entrou para o circuito de eventos da cidade com força. O GGB completou 30 anos de luta e reivindicações. Então vamos comemorar, com música, com dança, com cores, com alegria, e com muito mas muito amor, para levar o beijo gay as telas do cinema (como acontecerá mais uma vez em breve...) e para a televisão, para derrubar o véu puritano que finge não existir essa diversidade sexual e por que não dizer existencial, e por fim, para exigir dois direitos básicos que nos condiciona como humanos: o de existir e o de amar.
Foi com grande satisfação que vi o apoio e as iniciativas vindas das Universidades (como é o caso da Uneb e o programa NugSex), e da mídia (como o carinho e a atenção dada pelo Correio da Bahia).
A parada foi linda! As pessoas estavam lindas, e o calor africano que fazia na rua era mais do que pretexto para tirar a camisa, levantar a blusa e deixar os corpos a mostra. Tinha anjos (e que anjos!), diabinhos, rainhas, fadas, laços e gravatas, e tudo que a fantasia e o fetiche permitirem. É sempre oportuno ir e fazer amigos, os de perto e os de longe, ouvir as histórias, todas elas, as boas e as ruins. Os casos de amor e infelizmente os de preconceito e violência. É importante participar como cidadão, como ser humano e como irmãos que somos, na esperança de formar uma sociedade mais justa, benigna e respeitosa.
Quero acreditar do fundo de meu coração que as pessoas dormirão hoje mais felizes, certas de que essa cidade linda também é gay.
Confira algumas imagens.






As demais estarão disponíveis em Breve
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