| De sua prática fotográfica, Jean-Christophe Ballot conta que “ela é contemplativa”. A fotografia contemplativa é totalmente ligada ao espaço com a ideia que tem que receber um lugar, mesmo banal, mesmo quando não tem nada a fotografar. O papel do fotógrafo é justamente de revelar o que faz sentido neste nada. “Minhas imagens são sempre positivas... Eu não denuncio, eu mostro, e sempre acho uma parte de poesia, de esperança. Sempgre tem no meu trabalho, o olhar da criança que descobre o mundo.” |
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Jean-Christophe Ballot é arquiteto, cineasta, fotógrafo e foi residente da famosa Villa Médicis em 1991.
A sua obra orienta-se para o espaço, o espaço das cidades, a paisagem urbana e a arquitetura (Berlim, Roma, Paris ou Singapura), os portos (Casablanca, Surabaya…), espaços limites (arquiteturas nômades no Sahel, trogloditas em Cappadoce), lugares de memória (o Museu Rodin, o Louvre ou a antiga Biblioteca Nacional da França), lugares espirituais (os templos orientais, a peregrinação de Santiago de Compostela) e a paisagem natural, os jardins, os sítios lapidários e arqueológicos. “Minhas imagens questionam a memória, elas carregam a história da cidade, da sedimentação urbana... Ao contrário do fotojornalismo, minhas imagens não falam da atualidade, mais de antes e depois com uma distância historiada.”
Jean-Christophe Ballot expõe com regularidade nos museus e galerias no mundo inteiro. Suas obras podem ser encontradas em inúmeros acervos públicos e coleções particulares.
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