Mais de três mil pessoas visitaram exposição sobre LGBTfobia no Museu de Arte da Bahia

A exposição “Até Quando”, do fotoativista Genilson Coutinho, em cartaz até o dia 1 de julho, no Museu de Arte da Bahia, já recebeu mais de 3 mil visitantes desde da sua abertura, no dia 17 de maio. A mostra retrata, através de 13 fotografias, caso de LGBTfobia na Bahia e no Brasil.
A pergunta no título da mostra representa o questionamento de milhares de LGBTQIA+ a cada notícia sobre os diversos casos de violência contra a comunidade. A cada 23h, uma pessoa LGBTQIA+ é assassinada, de acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB). E na maioria, os casos são esquecidos nas gavetas dos tribunais ou classificados como crimes comuns.
O objetivo do ensaio é despertar na sociedade um posicionamento diante destas tristes histórias. Cada imagem traz a história de uma vida perdida para LGBTfobia, desde o primeiro caso documentado no país, em 1614, com a execução do indígena Tibira, do Maranhão. A curadoria da exposição é de Leandro Colling, professor da UFBA e integrante do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades (NuCuS).
“A cada morte de um LGBTQIA+ as cores do arco-íris escorrem nas ruas, nos sacos de lixo, nos carros de mão. E é essa força das cores que utilizo para denunciar o sangue derramado por essa comunidade. A escolha das 13 fotografias é também um alerta para o Brasil que há 13 anos se mantém na lista de país que mais mata pessoas trans e travestis em todo o mundo”, salienta Coutinho.