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Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI) começa nesta sexta (6), em Coroa Vermelha

Genilson Coutinho,
04/02/2026 | 15h02

Evento segue até domingo (8) e reúne artesanato indígena, economia solidária e grandes atrações culturais

A celebração da cultura, do saber ancestral e da economia solidária ganha vida a partir desta sexta-feira (6), com a realização do I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI), em Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália. O evento segue até o domingo (8) e promove uma verdadeira imersão cultural, reunindo artesãs e artesãos de diversas etnias indígenas, além de feiras, rodas de conversa, cozinha show, desfile de moda, apresentações culturais e shows musicais.

Entre as atrações confirmadas estão Xamã, Pierre Onassis, Grandão Vaqueiro, além de artistas locais e apresentações tradicionais indígenas, fortalecendo o diálogo entre tradição, identidade cultural e geração de renda. O festival acontece em um território simbólico para os povos indígenas do Extremo Sul da Bahia e reafirma o artesanato como expressão cultural, econômica e política.

Para o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, o FABI representa um avanço importante na política de valorização dos povos indígenas e da economia solidária no estado.

”O FABI reafirma o compromisso do Governo da Bahia com o fortalecimento do artesanato indígena e da economia solidária como políticas públicas estratégicas. Estamos falando de geração de trabalho e renda, mas também de reconhecimento do saber ancestral, da identidade cultural e da autonomia dos povos indígenas. É um festival que conecta cultura, economia solidária, desenvolvimento e justiça social”, destacou.

Na mesma linha, o coordenador de Fomento ao Artesanato da Bahia, Weslen Moreira, ressalta o caráter coletivo e simbólico da iniciativa.

”O FABI é um instrumento de valorização do artesanato ancestral dos povos indígenas da Bahia, construído de forma coletiva, em um território de resistência. O festival reafirma o artesanato como política pública, promovendo visibilidade, geração de renda e fortalecimento da economia solidária, ao mesmo tempo em que reconhece o saber-fazer indígena como parte fundamental da identidade cultural baiana e brasileira”, afirmou.

Esta primeira edição do FABI nasce com a proposta de se consolidar como um marco no reconhecimento e no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao artesanato indígena e à economia solidária no estado, ampliando oportunidades e dando visibilidade aos povos e comunidades tradicionais.

O festival é uma realização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Coordenação de Fomento ao Artesanato (CFA), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi); a Federação das Associações de Artesanato do Estado da Bahia (FAAEB); o Centro Público de Economia Solidária (CESOL); a Associação de Assistência à Produção e ao Desenvolvimento Sustentável (AAPDS); a Prefeitura Municipal de Santa Cruz Cabrália; a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (Finpat); a Associação Beneficente Ilê Axé OjuOnirê; o Instituto Convida; o Instituto Curupira e o Instituto Brasileiro do Desenvolvimento do Esporte e Cultura (IBDE).