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Espetáculo infanto juvenil que conta a história das mulheres que fizeram a independência da Bahia chega ao Teatro Módulo

Genilson Coutinho,
16/07/2026 | 23h07
Foto: Marina Silva

Duas atrizes descobrem um misterioso jogo de tabuleiro e embarcam numa divertida jornada rumo ao resgate da memória de mulheres na história do país. “Meninas Contam a Independência” é uma PEÇA-JOGO, um espetáculo lúdico, interativo e imprevisível como todo jogo de tabuleiro. A única certeza é que, até o final da partida, muitas serão as histórias desvendadas sobre as heroínas da Independência do Brasil na Bahia. Personagens como Joana Angélica, a Cabocla, Maria Felipa, Maria Quitéria e Urânia Vanério fazem parte das histórias, desafios e enigmas deste jogo no qual todo mundo sai ganhando em conhecimento. “Meninas Contam a Independência” é o trabalho mais recente do premiado grupo de teatro A Panacéia e foi indicado como melhor espetáculo infanto-juvenil do ano de 2024 no Prêmio Bahia Aplaude.

As jogadoras dessa peça-jogo são as atrizes Ana Luisa Fidalgo, Camila Guilera e Márcia Limma, e pela atriz mirim Marina Fidalgo que empresta a sua voz para dar vida à Urânia Vanério. “Essa personagem histórica era uma criança na época das lutas pela Independência, e a gente quis trazer ela também na voz de uma criança, a presença dessa voz percorre toda a peça e é ela quem conduz o jogo”, explica Camila Guilera, que assina a dramaturgia junto com Ana Luisa Fidalgo. Urânia Vanério foi uma baianinha muito corajosa que, em fevereiro de 1822, com apenas dez anos de idade, escreveu aquele que é considerado um dos mais radicais panfletos pró-independência, intitulado “Lamentos de uma Baiana”. Além de resgatar e difundir as histórias das personagens femininas da Independência da Bahia, oespetáculo provoca a reflexão do público sobre a invisibilização das mulheres da História.

O espetáculo já passou por diversos espaços da cidade de Salvador, pelo interior do estado e por festivais como  FIGA, o FIAC Bahia, o Elas (En)Cena e o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. Neste segundo semestre nos preparamos para circular por vários estados do Nordeste!

Com direção de Lara Couto, a montagem é concebida e executada por mulheres, ao todo são 26 artistas e profissionais envolvidas em todas as etapas, desde a produção executiva, trilha sonora, figurino, adereços, maquiagem, mediação cultural, design, até assessoria de imprensa. Desde 2008, A Panacéia existe como coletivo de teatro que congrega mulheres em suas equipes de trabalho e que cria repertório engajado com propostas feministas e de visibilidade de mulheres históricas.

Serviço:

Quando: 19 e 26 de julho + 02 de agosto. Sempre aos domingos, 11h

Onde: Teatro Módulo (Av. Prof. Magalhães Neto, 1177 – Pituba)

Quanto: R$50,00 inteira e R$25,00 a meia entrada.

Ingressos: Na plataforma Sympla e blheteria do teatro

Mais informações: Instagram @apanaceia

Ficha Técnica

Atuação: Ana Luisa Fidalgo, Camila Guilera e Márcia Limma

Participação especial: Marina Fidalgo (voz em off da menina Urânia)

Direção: Lara Couto

Dramaturgia:  Ana Luisa Fidalgo e Camila Guilera

Histórias das heroínas: Criação coletiva (Ana Luisa Fidalgo, Camila Guilera, Lara Couto e Márcia Limma)

Trilha Sonora Original: Carla Suzart e Neila Kadhí

Canções “O jogo” e “Cansanção” – Composição: Lara Couto;

Canção “Hina”: Criação colaborativa durante o curso MENINAS PODEM! com participação de Beatriz Argolo, Flora Leopoldino, Luma Coelho e Maria Luiza Couto.

Canção “Caretas do Mingau”- letra de criação coletiva a partir de canção popular

Arranjos: Carla Suzart e Neila Kadhí

Iluminação: Núbya Guimarães

Operação de luz: Núbya Guimarães

Operação de som: Lidiane Souza

Preparação corporal e direção de movimento: Mônica Nascimento

Figurino: Ramona Azevedo

Costureira: Márcia Azevedo

Adereços de cena e confecção de cenografia: Rita Rocha

Concepção de maquiagem: Fernanda Beltrão

Produção: Camila Guilera

Idealização e Realização: A Panacéia