Dia do Orgulho Pansexual: Diversidade e inclusão são o tema da celebração

No dia 8 de dezembro, é comemorado o Dia do Orgulho Pansexual. A pansexualidade é uma orientação sexual que se caracteriza pela atração a pessoas de qualquer gênero. Pessoas pansexuais podem se sentir atraídas por homens, mulheres, pessoas não binárias, transgênero, intersexo, etc., independentemente de sua expressão de gênero ou identidade de gênero.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma pesquisa inédita sobre a população LGBT+ no Brasil em 2019 mostrou que 0,1% da população adulta brasileira, a partir de 18 anos, o que equivale a cerca de 100 mil pessoas, se identificam como pansexuais.
A pansexualidade é muitas vezes confundida com a bissexualidade, mas há uma diferença importante entre as duas. A bissexualidade é a atração por dois ou mais gêneros, enquanto a pansexualidade é a atração por todos os gêneros.
“Ainda há muito a ser feito para aumentar a visibilidade e a aceitação da pansexualidade no Brasil. É cada vez mais importante dar luz a letra P de LGBTQIAPN+, isso é uma forma de afirmar que as pessoas pansexuais existem e que suas experiências são válidas”, afirma Nay Costa, educador do Museu da Diversidade Sexual, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Por que o dia 8 de dezembro foi escolhido para ser o dia do orgulho Pan?
O dia 8 de dezembro foi escolhido para ser o dia do orgulho pansexual em homenagem a uma manifestação que aconteceu em 1998 em Santa Cruz, Califórnia, Estados Unidos. A manifestação foi organizada por um grupo de pessoas pansexuais que queriam aumentar a visibilidade da pansexualidade.
A partir de então, o dia 8 de dezembro passou a ser celebrado como o Dia do Orgulho Pansexual em todo o mundo.
“O Dia do Orgulho Pansexual é um dia para celebrar a diversidade e a inclusão, para lembrar que todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero, são dignas de respeito e aceitação”, completa Costa.
Sobre o MDS
O Museu da Diversidade Sexual (MDS) é uma instituição do Governo do Estado de São Paulo ligada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, sendo o primeiro equipamento cultural da América Latina relacionado à Memória e Estudos da Diversidade Sexual.
A instituição é destinada à memória, arte, cultura, acolhimento, valorização da vida, agenciamento e desenvolvimento de pesquisas envolvendo a comunidade LGBTQIAPN+ (contemplando a diversidade de siglas que constituem hoje o MDS) e seu reconhecimento pela sociedade brasileira. Trata-se de um museu que nasce e vive a partir do diálogo com movimentos sociais LGBTQIAPN+, que se propõe a discutir a diversidade sexual e tem, em sua trajetória, a luta pela dignidade humana e a promoção por direitos, atuando como um aparelho cultural para fins de transformação social.
Atualmente, o MDS passa por uma reforma de ampliação da sua sede, na estação República do metrô, em São Paulo. Com isso, a unidade terá melhor infraestrutura para abrigar exposições, mostras e demais ações educativas do Museu, alcançando um público ainda maior.
Sobre o Instituto Odeon
Atualmente o Museu da Diversidade Sexual é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social que tem como missão promover gestão e produção cultural e artística de excelência, em diálogo com a educação, agregando valor público para a sociedade. O Instituto Odeon existe para trazer mais cultura para as cidades e mais arte para as pessoas. Quer transformar a percepção do público sobre museus e eventos culturais, trabalhando em direção a um país que promove a expressão da arte, expande o acesso ao que é produzido e leva a sério seu legado cultural.