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Artista Lázaro Dumont morre aos 55 anos e deixa legado na cena LGBTQIAPN+ de Salvador

Carlos Leal,
14/04/2026 | 12h04
Nesta foto, um dos grandes momentos do artista no palco do Clube 11, ao conquistar o título Microfone de Ouro de Melhor Dublagem. (Foto: Arquivo pessoal)

O palco hoje está em silêncio. A cena cultural e LGBTQIAPN+ de Salvador amanheceu de luto nesta terça-feira (14) com a morte do artista transformista Lázaro Dumont, aos 55 anos.

Conhecido por sua presença marcante e performances vibrantes, Lázaro fez das noites soteropolitanas um espaço de mais cor, liberdade e expressão artística, consolidando-se como uma das figuras mais emblemáticas da cena local.

A notícia do falecimento gerou forte comoção entre amigos, admiradores e integrantes da comunidade. Em publicação nas redes sociais, Dion Santiago descreveu o artista como uma “alma intensa e iluminada”. “Fica a dor da saudade e, ao mesmo tempo, a gratidão por ter vivido momentos tão especiais ao seu lado. Sua luz jamais será apagada, ela seguirá viva em cada memória, em cada aplauso e em cada coração que você alcançou”, escreveu.

Lázaro enfrentava um período delicado de saúde e, segundo familiares, chegou a aguardar por mais de um mês na fila da regulação do sistema público. Durante esse período, o quadro clínico considerado grave aumentava a apreensão de pessoas próximas. Diante da situação, amigos e admiradores se mobilizaram em uma rede de solidariedade. A campanha “SOS Lázaro Dumont” promoveu ações, como rifas beneficentes, com o objetivo de arrecadar recursos para auxiliar nos custos básicos durante a internação.

Figura querida no meio artístico, Lázaro Dumont deixa um legado de resistência, arte e representatividade. A dor da perda se mistura ao reconhecimento de uma trajetória que marcou gerações.

Até o fechamento desta matéria, não foram divulgadas informações sobre o velório e sepultamento.