Comunidade do Terreiro Ilê Obá L’okê realiza campanha contra ódio religioso ao povo de axé
Ainda hoje em algumas cidades do Continente Africana os ancestrais costumam percorrer vilas, mercados, lugarejos, bosques e as margens de rios. No Brasil, apenas os ancestrais ligados à terra como Omolu, Obaluaiê, Azansun, Azaoany e Kavungo dentre outros não abriram mão de tal prática.
Este é pois o motivo pelo qual no mês de Agosto nas principais capitais do Brasil e particularmente na cidade de Salvador, Região Metropolitana e seu Recôncavo, adeptos das religiões de matriz africanas saem com tabuleiros de pipocas pelas ruas da cidade cumprindo um ritual aqui chamado Sabeje.
Assim como no Continente Africano, acredita-se que é um ritual de cura e proteção contra doenças realizado durante toda a caminhada por onde os ancestrais da terra passam. Por debaixo das pipocas chamadas de “Flores do Velho” que hoje também sabemos que podem ser chamadas de “Flores da Velha” , cobertas pelas palhas dentro do tabuleiro suspenso na cabeça da iniciada vai o segredo da cura, o remédio, a vacina. Vai o Deus sol que nos aquece e não deixa a morte chegar perto de nós.
Neste sentido, o babalorixá e professor Vilson Caetano, propõe uma rede de solidariedade para garantir o mínimo de dignidade a estas pessoas que estão nas ruas ajudando a proteger a nossa cidade. O mês de agosto é o que mais cresce o número de ocorrências de casos de racismo e ódio religioso praticado contra tabuleiros que estão na rua, que vão de constrangimentos verbais a violência física. Foi pensando nisso que a Comunidade Senhor e Rei nas Alturas – Terreiro Ilê Oba L’okê, lançou esta campanha com a parceria da SEPROMI, chamando a atenção para a necessidade das pessoas ficar atentas contra está a agressão e denunciar
Se presenciar qualquer agressão denuncie no disk 100, (71) 3117-7448 ou por meio do aplicativo.
