Centro LGBT vai celebrar Dia Internacional da Mulher com ato no Elevador Lacerda
As flores mais belas e perfumadas vão ocupar lugar de destaque nas comemorações pelo 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. O evento vai ser realizado nesta quarta-feira (8), às 9h na Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda, em Salvador, pelo Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD LGBT-BA) e vai reunir a fina flor das mulheres trangeneras e travestis da Bahia, num verdadeiro desfile de beleza, empoderamento e cidadania.
“Nosso jardim não é feito apenas de rosas, azaleias e begônias. No CPDD, através de nossa equipe multidisciplinar, brotam Agnis, Amoras, Barbaras, Danieles e Suzanes”, filosofa Renildo Barbosa, coordenador geral do CPDD, referindo-se as dezenas de mulheres trans que através do acompanhamento jurídico e psicossocial gratuito, conseguiram fazer a retificação do prenome social e de gênero.
“A data é uma referência ao massacre de 1911, quando mulheres operárias foram queimadas e mortas dentro de uma fábrica textil porque lutavam por melhores salários e condições de trabalho. Mais de um século depois, nós mulheres trans ainda brigamos pelos mesmos espaços e direitos conquistados pelas mulheres Cis”, reflete Ila Williane, mulher trans, indígena e estagiária de Direito no setor jurídico do CPDD, instrumento da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, gerido pela Instituição Beneficente Conceição Macêdo.
Para Sued Hosaná, estagiária do núcleo de pedagogia, o importante é transformar o 8 de Março em mais uma data que dê visibilidade a travestis e mulheres transgêneras, de maneira a ampliar o debate sobre questões primárias, como direitos, oportunidades e o exercício pleno da cidadania.
“Temos que ocupar nosso lugar de fala no 8 de Março, como mulheres trabalhadoras e cidadãs. Muitas, inclusive, com a responsabilidade de chefes de família. Respeito, dignidade e oportunidades iguais são apenas direitos já consolidados. Que o Dia da Mulher sirva de alerta para não regredirmos um passo sequer naquilo que foi conquistado com tanta luta e sofrimento”, arremata Sued.
