AFROBETO e Julho das Pretas reforçando a importância de recursos didáticos que promovam a educação antirracista durante todo o ano
O mês de julho, marcado pelas mobilizações do Julho das Pretas e pelas ações em torno do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, fortalece o debate sobre a necessidade de uma educação comprometida com a equidade racial. Mais do que pautar reflexões em um período específico do calendário, a data evidencia a importância de recursos pedagógicos que mantenham esse compromisso durante todo o ano letivo.
Entre essas iniciativas está o Afrobeto, coleção de materiais afrodidáticos criada pela professora, pesquisadora e consultora educacional Prof.ª Bia Barreto. Desenvolvido para integrar alfabetização e afroletramento, o recurso contribui para a implementação da educação antirracista de forma contínua, oferecendo às escolas ferramentas que dialogam com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008.
Com materiais que apresentam referências afro-brasileiras e africanas desde os primeiros anos da educação básica, o Afrobeto promove o fortalecimento da identidade, do pertencimento e da valorização da diversidade no cotidiano escolar. A proposta é que a educação antirracista deixe de estar associada apenas a datas comemorativas e passe a integrar, de forma permanente, o planejamento pedagógico das instituições de ensino.
A metodologia já alcançou mais de 100 escolas e diversos municípios brasileiros, por meio de formações para educadores, palestras e materiais didáticos que ampliam as possibilidades de trabalho com as relações étnico-raciais em sala de aula.
Para a idealizadora do projeto, Prof.ª Bia Barreto, o Julho das Pretas representa uma oportunidade de ampliar um debate que precisa permanecer vivo durante todo o ano.
“Datas como o Julho das Pretas são fundamentais para dar visibilidade às pautas da população negra. Mas a educação antirracista se constrói diariamente. O Afrobeto nasce justamente para apoiar escolas e educadores nessa missão, transformando o afroletramento em uma prática permanente e não apenas em uma ação pontual.”
Ao utilizar o Julho das Pretas como um marco de conscientização, o Afrobeto reafirma seu compromisso com uma educação que reconhece a diversidade como princípio pedagógico e contribui para a formação de estudantes mais conscientes, críticos e comprometidos com uma sociedade mais justa e igualitária.

