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Eleições têm recorde de candidaturas trans, com 107 inscritos, compartilha

Genilson Coutinho,
18/08/2026 | 23h08

Número corresponde a 0,52% do total. Apesar da baixa representatividade, o percentual de candidaturas trans aumentou 35%. Conforme os dados, 11.742 (57,28%) candidatos se declararam cisgêneros e 8.649 (42,19%) optaram por não divulgar essa informação.
Entre as pessoas trans que estão concorrendo, 54 disputam o cargo de deputado estadual, e 50, de federal. Outras duas pleiteiam vaga de deputado distrital e uma tenta a de vice-governador.

Candidatos trans são, em sua maioria, filiados a partidos de esquerda. O PSOL abriga o maior número de transgêneros, com 39 concorrendo. Na sequência, vêm o PT (16) e o PDT (15).

Tribunal eleitoral não tinha marcador oficial de identidade de gênero no pleito de 2022. Ou seja, esta é a primeira vez que o dado aparece nas estatísticas oficiais do TSE.

Naquele ano, esse trabalho foi realizado por entidades da sociedade civil, como a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). A organização mapeou 79 candidaturas, sendo 70 travestis e mulheres trans, cinco homens trans e quatro pessoas não binárias.

Número representou um recorde, com aumento de 49% em relação às eleições de 2018. Até então, a maior quantidade de registros de pessoas trans havia sido computada em 2018, quando 53 candidaturas foram mapeadas.

Congresso teve pessoas trans eleitas pela 1ª vez em 2022
Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG) foram as primeiras parlamentares transgênero da história do Congresso Nacional. Ambas foram eleitas no último pleito e concorrem à reeleição neste ano.

Vereadora da cidade de São Paulo (SP), Hilton recebeu quase 257 mil votos. Ela foi a nona parlamentar mais votada no estado e a mulher mais votada entre as candidatas do PSOL.

Salabert era vereadora em Belo Horizonte (MG) e teve pouco mais de 208 mil votos. Ela ficou em terceiro lugar na disputa estadual, atrás de Nikolas Ferreira (PL) e André Janones (Avante).

Fonte: YOL