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Da cena de Salvador para festivais internacionais: a ascensão global de Anne Louise: “a Bahia está na minha construção e na forma de me conectar”

Genilson Coutinho,
29/07/2026 | 13h07

Natural da Bahia, a DJ Anne Louise vem consolidando uma trajetória que atravessa fronteiras e transforma sua identidade brasileira em marca registrada nas pistas ao redor do mundo. Em meio a uma agenda cada vez mais intensa e internacional, a artista segue levando a energia da música eletrônica brasileira para alguns dos maiores eventos e festivais da cena tribal house.

Anne Louise começou cedo sua relação com a música. Ainda na infância, estudou piano clássico, experiência que ajudou a desenvolver sua sensibilidade musical e percepção artística. Anos depois, encontrou na música eletrônica sua verdadeira vocação e rapidamente ganhou espaço na cena de Salvador, cidade onde iniciou oficialmente sua carreira e recebeu o convite para se tornar residente do Grupo San Sebastian, um dos mais importantes da cena LGBTQIAPN+ e eletrônica do país.

Desde então, construiu uma trajetória marcada por consistência, presença de palco e uma forte conexão com o público. Mais do que performances técnicas, Anne transformou sua musicalidade em uma experiência que carrega referências da cultura brasileira, especialmente da Bahia, tanto na energia quanto na forma de ocupar os palcos. “Ser uma artista baiana rodando o mundo tem um significado muito forte para mim. A Bahia está na minha construção, na minha forma de sentir música, de me conectar com as pessoas e de viver cada apresentação. Mesmo tocando em diferentes países, eu sempre levo comigo essa brasilidade, essa energia quente e essa troca que faz parte da nossa cultura”, afirma.

Em uma cena eletrônica cada vez mais globalizada, Anne acredita que a identidade cultural se tornou um diferencial importante dentro da música. “O público sente quando existe verdade. Acho que as pessoas se conectam muito com artistas que carregam história, personalidade e pertencimento. E eu tenho muito orgulho de representar o Brasil e a Bahia nos lugares por onde passo”, completa.

Com uma agenda internacional intensa, a DJ vive atualmente uma das fases mais movimentadas da carreira, conciliando apresentações em diferentes países e eventos de grande porte. Para ela, a música eletrônica também funciona como linguagem universal. “A música conecta pessoas que muitas vezes nem falam o mesmo idioma. Quando estou tocando, sinto que existe uma troca muito humana acontecendo ali. É isso que mais me move.”

Carregando consigo histórias, pertencimento e uma conexão que atravessa fronteiras, Anne Louise já levou seu talento para mais de 30 países e se apresentou em festivais renomados como White Party Bangkok, Circuit Festival, We Party Madrid e Pride New York. Para ela, a música é uma ferramenta de conexão.

Agenda internacional — Agosto

•⁠  ⁠1º de agosto — World Pride — Amsterdam 

•⁠  ⁠2 de agosto — World Pride — Amsterdam 

•⁠  ⁠4 de agosto — Waterpark by Circuit Festival — Barcelona 

•⁠  ⁠7 de agosto — Market Days — Chicago 

•⁠  ⁠9 de agosto — Mega T-Dance — Montreal