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Evento inter-religioso celebra conquista da retificação de prenome e gênero de assistidos do CPDD-LGBT

Genilson Coutinho,
23/01/2023 | 17h01
Foto: Reprodução Internet

Os melhores dicionários classificam o substantivo Nome como um antropônimo DADO a uma criança ao nascer, antenome ou ainda prenome. A palavra DADO aparece grifada para deixar claro que o próprio nome não deriva de uma escolha nossa. Felizmente, a possibilidade de processo legal para retificação de prenome e gênero já virou rotina no núcleo jurídico do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD LGBT-Ba), que fará do 25 de Janeiro próximo a data ‘oficial” para a “Celebração do Nome”, evento inter-religioso que será realizado na Cidade da Luz, no bairro de Pituaçu, em Salvador, com a participação de concelebrantes de diversas matrizes religiosas, a exemplo do espírita José Medrado, que é taxativo em relação a questão. “É muita arrogância de quem pensa que pode impor ao outro a sua forma de ser, inclusive o nome que quer carregar”, sentencia o Medrado.
Entre os representes religiosos que confirmaram presença no evento estão o Anglicano Padre Alfredo, a Pastora Batista Camila, o Hare Krishna Josemar, a Messiânica Conceição Macêdo, Marinalva da Seicho no ie, além de Mãe Alana e Mãe Jaciara representando as religiões de Matriz Africana.
“Desde que iniciamos os processos de retificação, em maio de 2022, quase 80 pessoas já foram contempladas com este direito fundamental para o exercício da cidadania plena”, pontua a advogada Bianca Souza, coordenadora do núcleo jurídico do CPDD.
“O Centro LGBT é uma célula da sociedade. E neste sentido é o ideário das relações humanas, pois aqui sou respeitado como Tales, pessoa e profissional, sem a necessidade de me reafirmar a cada fala ou atitude”, reflete Tales Almeida, 30 anos, homem trans e assistente social do CPDD.
“No caso das pessoas transgêneras o prenome de batismo, mais que uma imposição, é uma prisão social que constrange, humilha e tornas seres humanos em pessoas invisíveis. Nossa luta é justamente virar este jogo”, afirma Renildo Barbosa, coordenador geral do CPDD, instrumento da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, gerido pela Instituição Beneficente Conceição Macêdo.