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Comunidade do Terreiro Ilê Obá L’okê realiza campanha contra ódio religioso ao povo de axé

Redação,
12/08/2022 | 17h08
(Foto: Ismael Silva)

Ainda hoje em algumas cidades do Continente Africana os ancestrais costumam percorrer vilas, mercados, lugarejos, bosques e as margens de rios. No Brasil, apenas os ancestrais ligados à terra como Omolu, Obaluaiê, Azansun, Azaoany e Kavungo dentre outros não abriram mão de tal prática.

Este é pois o motivo pelo qual no mês de Agosto nas principais capitais do Brasil e particularmente na cidade de Salvador, Região Metropolitana e seu Recôncavo, adeptos das religiões de matriz africanas saem com tabuleiros de pipocas pelas ruas da cidade cumprindo um ritual aqui chamado Sabeje.

Assim como no Continente Africano, acredita-se que é um ritual de cura e proteção contra doenças realizado durante toda a caminhada por onde os ancestrais da terra passam. Por debaixo das pipocas chamadas de “Flores do Velho” que hoje também sabemos que podem ser chamadas de “Flores da Velha” , cobertas pelas palhas dentro do tabuleiro suspenso na cabeça da iniciada vai o segredo da cura, o remédio, a vacina. Vai o Deus sol que nos aquece e não deixa a morte chegar perto de nós.

Neste sentido, o babalorixá e professor Vilson Caetano, propõe uma rede de solidariedade para garantir o mínimo de dignidade a estas pessoas que estão nas ruas ajudando a proteger a nossa cidade. O mês de agosto é o que mais cresce o número de ocorrências de casos de racismo e ódio religioso praticado contra tabuleiros que estão na rua, que vão de constrangimentos verbais a violência física. Foi pensando nisso que a Comunidade Senhor e Rei nas Alturas – Terreiro Ilê Oba L’okê, lançou esta campanha com a parceria da SEPROMI, chamando a atenção para a necessidade das pessoas ficar atentas contra está a agressão e denunciar

Se presenciar qualquer agressão denuncie no disk 100, (71) 3117-7448 ou por meio do aplicativo.